Confira o antes e depois do patrimônio público depredado por terroristas em Brasília

Imagens comparativas de como era e como ficou o patrimônio público depredado por terroristas neste domingo em Brasília evidenciam o rastro de destruição causado pelos golpistas, inconformados com o resultado das urnas nas Eleições 2022. Diante dos crimes cometidos nas sedes dos três poderes, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta segunda-feira a criação de um e-mail para receber denúncias sobre os terroristas.

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"Além das investigações que estão em andamento, o Ministério da Justiça e Segurança Pública criou o e-mail *denuncia@mj.gov.br* para receber informações sobre atentados terroristas", afirmou ele Twitter.

O Ministério Público Federal também disponibilizou um canal para envio de "denúncias, informações, fotografias, vídeos e prints de redes sociais que possam ajudar nas investigações e na identificação dos organizadores e dos participantes dos atos violentos que resultaram em invasão de prédios e depredação do patrimônio público ocorridos nesse domingo em Brasília".

"Para enviar informações, basta acessar a Sala de Atendimento ao Cidadão", pede o MPF em comunicado, frisando que "todo o material recebido será analisado em regime de prioridade". "Pelo formulário, é possível anexar arquivos e enviar relatos ou informações. As pessoas podem solicitar que os dados pessoais sejam mantidos em sigilo".

No prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), o brasão da República que ficava preso à parede do plenário foi removido e levado pelos extremistas para a parte externa, colocado sobre uma cadeira. Um exemplar da Constituição, réplica da edição original, também foi retirado.

Um relógio do século XVIII que veio para o Brasil com a família real portuguesa em 1808 foi uma das peças mais valiosas destruídas pelos terroristas. O item ficava no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde está localizado o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não chegou a ser invadido.

O Salão Nobre do STF foi depredado pelos terroristas neste domingo.

O plenário do STF foi revirado e vandalizado pelos golpistas.

O Salão Nobre do Palácio do Planalto, arrumado para as posses ministeriais que aconteceriam nesta semana, foi alvo de depredação. A cerimônia do Ministério da Igualdade Racial, a cargo de Anielle Franco, aconteceria nesta segunda-feira e foi adiada devido aos ataques.

A galeria com retratos dos ex-presidentes e do atual chefe do Executivo, localizada no Palácio do Planalto, foi outro alvo dos golpistas. As molduras foram retiradas das paredes e quebradas, enquanto as imagens foram rasgadas e jogadas no chão.

O gabinete do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, foi uma das áreas atingidas. Computadores foram quebrados, gavetas, reviradas, e obras de arte, derrubadas no chão.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que todos os responsáveis pelo ato terrorista responderão na forma da Lei.

"A tentativa de impor a vontade pela força não será tolerada", destacou a pasta em comunicado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou intervenção federal no DF. Segundo Lula, a medida foi necessária porque policiais militares, que respondem ao governador do DF, Ibaneis Rocha, foram lenientes para conter os manifestantes. O cargo de interventor foi ocupado por Ricardo Garcia Cappelli, secretário-Executivo do ministério. Ibaneis, por sua vez, foi afastado do cargo pelo período de 90 dias, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

"Os criminosos seguirão sendo identificados e punidos. Não permitiremos a continuidade de concentrações que funcionem como incubadoras de planos contra o Estado Democrático de Direito", afirmou Cappelli em postagem no Twitter nesta segunda-feira.