Confira o antes e depois de 15 áreas com construções irregulares na Zona Oeste do Rio

·1 minuto de leitura

RIO - A expansão urbana da Zona Oeste do Rio, muitas vezes estimulada pelos negócios imobiliários ilegais das milícias, tem criado novos limites para bairros como Campo Grande, Guaratiba e Vargem Grande. A comparação de imagens de satélite do Google Earth de 2010 e 2011 com outras mais atuais, de 2020, revelam as transformações de uma década em favelas e loteamentos irregulares, assim como em áreas formais de 15 regiões. Como mostrou O GLOBO nesta segunda-feira, se não houver uma mudança de rumos, nos próximos 30 anos apenas as regiões administrativas (RAs) de Barra da Tijuca, Guaratiba, Campo Grande, Jacarepaguá e Santa Cruz tendem a ter a malha urbana esgarçada em mais 2.176 hectares, o equivalente a três mil campos de futebol, segundo estudos que compõem o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática da Cidade do Rio (PDS).

As análises ainda alertam: seguida essa tendência, na próxima década 27% das novas ocupações nessas regiões estariam em locais sujeitos a inundações, 24% em áreas propensas a deslizamentos e 5% em trechos que podem ser afetados pela elevação do nível do mar. Comunidades como o Jardim Maravilha, em Guaratiba, já sofrem consequências de constantes alagamentos e é uma nas quais as fotos de satélite mostram o acelerado crescimento. O mesmo fenômeno ocorre na Muzema (Itanhangá), na Carobinha (Campo Grande) e nos fundos da favela Três Pontes (Paciência), reduto do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, um dos bandidos mais procurados do Rio, morto pela polícia este mês.

Veja abaixo o antes e depois desse e de outros trechos da Zona Oeste.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos