Confira sete parques, famosos ou escondidos, que merecem a visita

Terra, horta, peixinhos. Essas são três das primeiras palavrinhas que Amir, de 1 ano e 5 meses, aprendeu a falar ao frequentar o Parque Estadual da Chacrinha, em Copacabana. A mãe dele, a missionária Vanessa Paredes, é vizinha do espaço desde o início da pandemia e há cerca de um ano, quando conheceu a área verde, bate ponto com Amir por lá quase diariamente. Apesar de ter estadual no nome, o parque é gerido pela prefeitura e (assim como o Parque Nacional da Tijuca) é uma Unidade de Conservação. Amanhã, Dia Mundial do Meio Ambiente, o lugar vai ganhar um Núcleo de Educação Ambiental (NEA).

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Não muito frequentado por cariocas e turistas, o espaço, localizado dentro de outro parque, o Paisagem Carioca, está recebendo revitalização do parquinho infantil e é uma opção de lazer para quem quer curtir a natureza em família e relaxar sem se preocupar com aglomerações. Outra alternativa em que é possível fazer piquenique sem disputar espaço e ainda ter uma vista de tirar o fôlego para as praias de Ipanema e do Leblon é o Parque Natural Municipal Dois Irmãos. O Parque da Cidade, na Gávea, é mais um passeio pouco badalado que leva o visitante a substituir o barulho do asfalto pelo canto dos pássaros. Um cantinho verde da cidade ainda menos conhecido é o Parque do Martelo, no Humaitá.

A Zona Sul tem também opções mais visitadas como os parques da Catacumba, na Lagoa; e Eduardo Guinle, em Laranjeiras, e os jardins do Palácio do Catete, que acaba de receber um novo parquinho infantil.

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— Eu e meu marido somos de São Paulo e morávamos na Argentina quando viemos para cá. Não conhecíamos nada, e foi uma grata surpresa, principalmente durante a pandemia, descobrir o Parque da Chacrinha, essa área verde escondida em plena Copacabana. O nosso filho Amir ama o parquinho, o lago com os peixinhos e a horta. Ele sempre sai comendo manjericão — diverte-se Vanessa. — Durante a semana, costumamos vir sozinhos e, como ainda não estuda e tem bastante tempo, ele aproveita muito. É a sala de aula dele. Nos fins de semana, meu pai costuma vir também.

Mas não é só quem é de fora da cidade que se surpreende com a área verde. A professora de teatro Janaína Rousseff é moradora do Flamengo e conta que sequer havia ouvido falar no Parque da Chacrinha até ter participado de um piquenique com um grupo de alunos, entre 10 e 14 anos, na última terça-feira.

— Terminamos uma etapa no curso e iniciamos outra, e eu propus um lanche ao ar livre para celebrar. Uma das alunas sugeriu o parque, e a maioria não o conhecia, mesmo muitos alunos sendo da região. Todos ficamos maravilhados. Eles brincaram bastante — afirma Janaína.

Já as mães e amigas Raquel Duarte e Thamires Simplicio frequentam o Parque da Chacrinha com os filhos há anos, e assim como Vanessa, a mãe de Amir, são presença confirmada quase diariamente. Raquel é mãe de três: Alexandre, de 8 anos; Evelyn, de 5; e Ágata, de 2. Thamires é mãe de Christinny, de 9; e Joaquim, de 3 anos.

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— Eles estudam no mesmo colégio, são todos amigos, e na volta da aula sempre os trazemos aqui para gastar a energia acumulada. Preferimos isso a deixá-los em frente às telas. Enquanto eles brincam, aproveitamos para bater papo e curtir a natureza — diz Raquel.

O Parque Estadual da Chacrinha tem ainda trilhas, e do ponto de vista histórico pode-se observar ruínas do início do século XX, como o caminho das mulas utilizadas para o transporte de alimentos e água no Brasil Colônia e o aqueduto do século XVIII onde o alferes Tiradentes serviu.

Outro espaço que respira História e tem atraído famílias com crianças são os jardins do Palácio do Catete, sede do Museu da República. O local recebeu recentemente um parquinho novo, após a área ter ficado um longo período interditada. As netas da guia de turismo Michele Góes testaram e aprovaram a novidade. Maria Luiza e Lavínia, ambas de quase 2 anos, também ficaram encantadas com os patos, contou a avó, que estava acompanhada ainda do neto de 2 meses, do marido, do casal de filhos, do genro e da nora. A família é de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e na última terça-feira esteve pela primeira vez no Palácio do Catete.

— Como somos nove, quase uma excursão, não tem carro que dê. Costumamos andar de metrô mesmo. Gastamos uns 45 minutos para chegar, mas valeu a pena. O lugar é lindo, e as meninas adoraram. Eu tenho uma lista de lugares que quero conhecer com a família, e sempre que podemos conhecemos um. Priorizamos lugares que permitam contato com a natureza porque, além de gostarmos, queremos que as crianças também tenham esse hábito — conta Michele.

Outro local que tem diversão garantida para toda a família é o Parque da Catacumba, na Lagoa. A área conta com praças, espaços de recreação e esculturas ao ar livre. Além de lazer, quem gosta de adrenalina tem à disposição arvorismo e tirolesa infantil. O parque dispõe de uma trilha circular com acesso a dois mirantes: do Sacopã, com vista panorâmica da Lagoa Rodrigo de Freitas, da Pedra da Gávea, do Leblon e do Jockey; e do Urubu, com vista para o Cristo Redentor.

O Parque do Martelo, no Humaitá, também tem vista privilegiada para o ponto turístico mais famoso do país, além de parquinho para crianças com vários brinquedos e aparelhos de ginástica para alongamentos. Também é possível praticar ioga, meditar e até participar de oficinas de artes plásticas. Há ainda uma horta educativa. Se a intenção é fazer um piquenique, é preciso reservar com pelo menos três meses de antecedência.

— É um local muito aprazível, bem cuidado, para curtir e relaxar — afirma o presidente da Associação de Moradores do Humaitá, Luiz Santos.

Já o Parque Dois Irmãos, no Leblon, oferece cinco mirantes, todos com vista para as praias de Ipanema e do Leblon; de um dos mirantes, pode-se avistar o Cristo Redentor, a Lagoa, o Jockey Club, o manto verde do Maciço da Tijuca e as Ilhas Cagarras. Foi aberto, recentemente, um sexto mirante na trilha Janela do Céu, um trajeto leve de 1,1 quilômetro de extensão, recomendado para pessoas de todas as idades.

O parque passa por um processo de reflorestamento e tem canteiros que permitem o plantio e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, além de uma Sala do Meio Ambiente. A área conta com painéis de energia solar, uma escultura projetada por Oscar Niemeyer, um monumento em homenagem às vítimas do voo 447 da Air France, parquinho infantil, lago, campo de futebol e uma luneta de observação terrestre. Um anfiteatro e uma arena cultural completam as atrações do lugar.

Na Gávea, o Parque da Cidade, criado em 1941, abrange uma área de 46,65 hectares e abriga uma vasta variedade de espécies de flora e fauna. Entre as atrações, parquinhos, quadra de bocha, recanto de esculturas ao ar livre, rede de caminhos e trilhas que permitem a ligação do parque com a Vista Chinesa e o Jardim Botânico.

Em Laranjeiras, situado num pequeno vale, está o Parque Eduardo Guinle. Ali, um córrego e lagos artificiais, cercados por encostas em suave declive e jardins planejados por Burle Marx, encantam os visitantes. Eles têm à disposição uma área para crianças, com balanço e gangorra, além de equipamentos para ginástica.

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