Confira as taxas de juros das principais modalidades de crédito; cheque especial é o mais caro

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Cheque especial tem juros de 3075 ao ano

O Banco Central (BC) está estudando mudar a cobrança do cheque especial para reduzir as taxas de juros dessa modalidade de crédito, que apesar da redução da taxa básica de juros (Selic) para 5% ao ano, se manteve estável. A modalidade é a que possui a taxa mais cara juntamente com o cartão de crédito, com juros de 307% ao ano. A nova gestão do BC está discutindo a aplicação de uma taxa mensal para quem quiser ter o crédito disponível para reduzir esses juros.

Essa não é a primeira vez que o regulador tenta reduzir as taxas. Em julho de 2018, o Banco Central mudou a regulação para a cobrança do cheque especial. Depois de usado 15% do limite disponível por 30 dias, o banco passou a ser obrigado a oferecer uma alternativa mais barata para parcelar essa dívida. No entanto, a medida parece não ter tido muito efeito quando se vê a os juros médios calculos pelo BC.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) argumenta que a Selic não é o único componente de juros do Cheque Especial. O crédito possui taxas mais altas porque é pré-aprovado, sem necessidade de apresentação de garantias por parte dos clientes e por apresentar índices bem mais elevados de inadimplência que outros produtos (15,6% em média). Ainda segundo a entidade, a maneira de calculo do BC distorce o real custo de crédito, já que considera o credor não realiza nenhum pagamento por 365 dias, o que não acontece em um produto de crédito rotativo como este.

No entanto, especialistas acreditam que o juros deveriam ter cedido com a queda da Selic.

— Os bancos justificam as altas taxas de juros pela alta inadimplência, mas o custo de captação do dinheiro é uma variável importante e a queda na taxa de juros deveria ter reduzido os juros, mas não vimos isso acontecer — afirma  Ricardo Teixeira, Coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Para Roberto  Luis Troster, Sócio da Troster & Associados, a alta inadimplência é o resultado das altas taxas:

— Os bancos reclamam da inadimplência, mas na verdade, esse é um ciclo vicioso. Por as taxas serem altas, as pessoas ficam inadimplentes.

Especialistas em finanças recomendam evitar ao máximo essa modalidade de crédito e procurar opções mais baratas no mercado. Confira a evolução das taxas de juros de crédito pessoal:

 

 

 

 

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