Conflito entre Israel e Hamas retorna após breve pausa; 2 trabalhadores tailandeses morrem

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Prédio em chamas após ataque aéreo israelense durante conflito com palestinos em Gaza

Por Nidal al-Mughrabi e Dan Williams e Stephen Farrell

GAZA/JERUSÁLEM (Reuters) - Israel bombardeou Gaza com ataques aéreos e militantes palestinos retomaram os disparos de foguetes através da fronteira nesta terça-feira, após uma breve pausa durante a madrugada durante a qual a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou um pequeno comboio de combustível ao enclave.

Líderes israelenses disseram que, por ora, continuarão com uma ofensiva para destruir as capacidades da facção armada Hamas e da Jihad Islâmica, em meio a apelos dos Estados Unidos e de outras potências mundiais pelo fim do conflito.

Dois trabalhadores tailandeses foram mortos e sete pessoas ficaram feridas em um ataque com foguetes contra uma fazenda israelense pouco além da divisa com Gaza, disse a polícia. O Hamas e a Jihad Islâmica assumiram a responsabilidade.

"Os combates não cessarão até trazermos uma calma total e de longo prazo", disse o ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, em um comunicado em vídeo, culpando o Hamas pela pior escalada do conflito em anos.

O Hamas começou a disparar foguetes oito dias atrás em retaliação ao que disse serem abusos de direitos humanos dos palestinos da parte dos israelenses em Jerusalém. Os palestinos da Cisjordânia ocupada por Israel e a minoria árabe israelense de 21% realizaram uma greve geral nesta terça-feira em solidariedade.

"Isto permite que o outro lado, os judeus, perceba o grande impacto dos árabes", disse Diaa Rabaya’a, de 23 anos, no Portão de Damasco, situado entre Jerusalém Oriental e a Cidade Velha. "Qualquer dia que eles decidam não trabalhar quase paralisa o país".

Autoridades médicas de Gaza dizem que 213 palestinos já foram mortos, incluindo 61 crianças e 36 mulheres, e que mais de 1.400 ficaram feridos. As autoridades israelenses dizem que 12 pessoas foram mortas em Israel, entre elas duas crianças.

Quase 450 edifícios da Faixa de Gaza foram destruídos ou seriamente danificados, incluindo seis hospitais e nove centros de atendimento de saúde primários, disse a agência humanitária da ONU. Segundo a ONU, 52 mil pessoas foram deslocados pelos ataques, das quais cerca de 47 mil fugiram para escolas da ONU.

Os bombardeios israelenses em Gaza, os choques entre policiais e fiéis durante o Ramadã na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, e um processo de colonos israelenses para expulsar palestinos de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, provocam revolta entre os palestinos.

(Reportagem adicional de Sinan Abu Mayzer e Stephen Farrell, em Jerusalém, e Zainah El-Haroun e Ali Sawafta, em Ramallah)

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