Conflitos com Hezbollah marcam eleição no vale do Bekaa, lar da comunidade brasileira no Líbano

A RFI acompanhou a votação na capital, Beirute, em duas escolas diferentes: o liceu católico maronita Sacré Coeur, no bairro de Gemmayzeh, no centro, e no liceu muçulmano xiita Abdel Kader, no bairro de Blat, dominado pelo Hezbollah e seu aliado Amal. Em ambos os locais, a votação transcorreu tranquila. Mas no vale do Bekaa, quase na fronteira com a Síria, onde mora uma boa parte da comunidade brasileira, foram registrados conflitos violentos com a milícia armada do Hezbollah.

Márcia Bechara, enviada especial da RFI ao Líbano

Tudo parecia correr tranquilamente durante o dia neste domingo (15) na capital Beirute, com uma votação que dava ares de forte participação, marcada pela presença inesperada e massiva da terceira idade, um eleitorado libanês que não costuma dar o ar da graça para participar do pleito, segundo diversas fontes locais, em diferentes pontos da cidade. Nas longas filas, a prioridade era dada aos sêniores, muitos com dificuldade para se locomover.

No liceu católico do Sacré Coeur, em Gemmayzeh, no centro histórico de Beirute, o movimento era intenso por volta de meio-dia, com forte presença militar – praticamente um soldado em cada porta das salas de aula que, como no Brasil, servem de locais de votação. Na entrada, militares conferiam as carteiras de identidade dos eleitores, e as credenciais de imprensa dos jornalistas internacionais.


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