Confronto entre muçulmanos e hindus na Índia deixa dois mortos

Por Saurabh Sharma e Jatindra Dash

LUCKNOW, Índia (Reuters) - Dois adolescentes foram mortos em confrontos entre hindus e muçulmanos no leste da Índia na sexta-feira, após comentários depreciativos sobre o profeta Maomé de duas autoridades do partido governante, informou a polícia neste sábado.

A polícia abriu fogo para conter a violência na cidade de Ranchi, no estado de Jharkhand, mas não ficou claro se as duas vítimas foram mortas por forças policiais ou por civis em confronto.

O agente sênior da polícia Surendra Kumar Jha disse que pelo menos 14 policiais ficaram feridos no incidente em Ranchi e em outras áreas. Foi imposto um toque de recolher e os serviços de internet foram suspensos para impedir uma escalada da agitação.

No norte de Uttar Pradesh, a polícia do Estado informou ter prendido 230 supostos desordeiros após os distúrbios se espalharem por várias cidades depois das orações de sexta-feira.

Os muçulmanos têm protestado contra recentes comentários de dois integrantes do Partido do Povo Indiano (Bharatiya Janata Party), do primeiro-ministro Narendra Modi, sobre a vida privada do Profeta, e as manifestações têm se transformado muitas vezes em violência entre hindus e muçulmanos.

O BJP suspendeu sua porta-voz, Nupur Sharma, e expulsou outro líder, Naveen Kumar Jindal, pelas observações anti-islâmicas, que, além de perturbar os muçulmanos indianos, geraram mal estar diplomático com vários países muçulmanos.

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