Confrontos no Iraque deixam 4 mortos, crise aumenta no sul rico em petróleo

Confrontos em Basra

Por John Davison

BAGDÁ (Reuters) - Confrontos entre militantes muçulmanos xiitas rivais na cidade iraquiana de Basra mataram pelo menos quatro pessoas, disseram autoridades de segurança nesta quinta-feira, conforme a violência de uma crise política cada vez pior atinge o sul do país.

A agitação começou com dois dias de intensos combates de rua em Bagdá no início da semana, os piores que a capital iraquiana registrou em anos.

A crise refere-se a uma luta pelo poder entre o clérigo xiita Moqtada al-Sadr e partidos majoritariamente xiitas alinhados ao Irã e grupos paramilitares.

Ambos os lados tentam exercer seu controle sobre a formação de um novo governo desde as eleições de outubro. A disputa começou com movimentos políticos no parlamento e no judiciário, foi às ruas quando Sadr se retirou do processo político e organizou protestos durante o verão, e depois degenerou em violência no final de agosto.

A crise deixou o Iraque, que está se recuperando de anos de guerra, sanções, conflitos civis e corrupção, sem um governo pelo período mais longo desde a invasão dos Estados Unidos em 2003, que derrubou o ditador sunita Saddam Hussein.

A violência tem se concentrado em Bagdá e no sul, áreas dominadas pela maioria xiita do Iraque, que governa o país desde que o regime de Saddam foi derrubado.

"A situação de segurança em Basra é muito ruim e pode piorar", disse um dos oficiais de segurança. Ele falou sob condição de anonimato porque não está autorizado a dar declarações à mídia.

As autoridades de segurança em Basra, principal centro produtor de petróleo do Iraque, disseram que os confrontos mais letais ocorreram durante a noite no centro da cidade. Dois dos mortos eram membros da milícia Brigadas da Paz, de Sadr, disseram elas.