Confusão nas seções, advogado agredido e intimidação aos petistas: internautas criticam ação de fiscais do PL

Eleitores utilizam as redes sociais neste domingo para relatar a tentativa de criar confusão por parte dos fiscais do Partido Liberal (PL). Como foi antecipado pela coluna de Lauro Jardim, a campanha de Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, mobilizou eleitores para estarem nas ruas neste domingo para fiscalizar a votação. De acordo com os internautas, os agentes do partido do chefe do Executivo tentaram impedir que eleitores de Lula (PT) vestissem roupas vermelhas e criaram confusão nas seções eleitorais.

Em via de regra, várias mensagens descrevem que os apoiadores do presidente estão cumprindo o papel designado aos mesários convocados pela Justiça Eleitoral, instituição responsável pela processo democrático: organizam filas, anotam o título de eleitor das pessoas e checam abstenções.

Em Fortaleza, no Ceará, um eleitor gravou um vídeo em que diz que um desses fiscais pediu para que ele se retirasse por estar de camisa vermelha e com adesivos do ex-presidente Lula. "Falou com a pessoa errada, pois eu sei meus direitos", afirmou na gravação.

O advogado Paulo Nassar usou o Twitter para relatar que foi agredido no colégio Santa Catarina, em Belém, capital do Pará, no exercício da profissão. Diante da confusão provocada pelos fiscais do PL, ele solicitou que duas pessoas se retirassem.

Em vídeo, é possível ver o momento em que Nassar é xingado e empurrado por um apoiador do presidente.

Em contrapartida, contas de apoiadores de Bolsonaro passaram a veicular ainda mais mensagens a favor da fiscalização próximo ao horário de fechamento das seções.

O deputado federal eleito Cabo Gilberto (PL-PB) fez um alerta ao grupo para que vigiassem o fechamento das seções eleitorais: "Alerta aos Fiscais do PL em todo o Brasil e mais os eleitores voluntários. Vamos intensificar a fiscalização nas seções eleitorais para verificar o cumprimento correto por parte de mesários e mesárias, sobretudo no que se refere ao controle de abstenções e a emissão do boletim", escreveu em um post no Twitter.

Em resposta a um seguidor, o deputado chega a dizer que a atitude é importante para "certificar que não sejam inseridos votos indevidos no lugar dos faltosos". Os ataques à Justiça Eleitoral é dado sem nenhuma prova, já que o sistema é auditado.