Visita de deputado causa confusão em hospital de campanha no RJ

SAO GONCALO, BRAZIL - MAY 26: A general view at the Sao Goncalo Field Hospital on May 26, 2020 in Sao Goncalo, Brazil. The Sao Goncalo Field Hospital is the second of its kind to be delivered in Rio de Janeiro. With 200 beds, 80 of them intensive care units and 50 respirators, the hospital will begin receiving coronavirus (COVID-19) patients on May 27, 2020. According to the Brazilian Health Ministry, Brazil has over 390,000 positive cases of coronavirus (COVID-19) and more than 24,500 deaths. (Photo by Luis Alvarenga/Getty Images)

Durante a tarde desta quarta (27), uma visita de fiscalização do deputado estadual Filippe Poubel (PSL) causou confusão no Hospital de Campanha de São Gonçalo, construído para ajudar no combate do novo coronavírus, que foi inaugurado na quarta no município de região metropolitana no Rio de Janeiro após quase um mês de atraso.

Segundo informações da agência O Globo, Poubel chegou ao local acompanhado de seguranças armados, que tiveram um bate-boca com a equipe do Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), empresa responsável pela construção da unidade. Funcionários da instituição alegam que os agentes de segurança do parlamentar os ameaçaram com armas e invadiram a unidade.

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Enquanto a confusão acontecia, o deputado Renan Ferreirinha (PSB) também fazia uma visita a unidade e teve que chegar a defender os funcionários da Iabas.

Em sua conta no Instagram, Poubel postou o vídeo completo do acontecimento.

A inauguração da unidade, que tinha sido marcada inicialmente para 17 de maio e postergada para a última terça (26), aconteceu na noite de quarta. No entanto, apenas dez leitos dos 200 prometidos - 80 de Centro de Terapia Intensiva (CTI) e 120 de enfermaria - estão disponíveis.

O Iabas é um dos alvos da Operação Placebo, da Polícia Federal (PF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga fraudes na Secretaria estadual de Saúde, como as construções de hospitais de campanha e na aquisição de insumos para essas unidades. Em nota, o Instituto afirmou que a construção de uma rede de esgoto não estava prevista no contrato da obra, mas foi necessária já que a tubulação de coleta não chegava até onde o hospital foi construído. Ainda de acordo com a empresa, o atraso de deu por conta da característica do terreno.

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Ainda segundo funcionários do Iabas, vários equipamentos de ventilação mecânica estão presos no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, esperando inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), complicando a liberação de mais leitos. Outro problema tem sido a contratação de profissionais. O medo da doença, as condições das estruturas oferecidas pela empresa e a preocupação na hora de receber o salário seriam alguns dos entraves.

* Com Informações da Agência O Globo

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