Congonhas testa check-in por reconhecimento facial de pilotos e comissários

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28-06-2019: Imagens do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28-06-2019: Imagens do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, começou a testar reconhecimento facial biométrico no check-in com pilotos e comissários de bordo. A tecnologia dispensa a apresentação dos documentos de identificação dos tripulantes no momento de acesso à sala de embarque e às aeronaves.

Inicialmente, estão sendo realizados testes com tripulantes das empresas aéreas Azul, Gol e Latam com base em Congonhas. A fase de testes começou no último 17 de novembro e terá duração de 15 dias, podendo ser ampliada, e será estendida para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Em nota à reportagem, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) disse que já foram feitos 173 cadastramentos de tripulantes e que 111 já utilizaram a validação no aeroporto. O tripulante que mais usou o novo sistema já utilizou por três vezes.

A ação, que faz parte do programa "Embarque + Seguro 100% Digital" do Governo Federal, já havia feito o teste com passageiros entre 15 de junho e setembro deste ano. A tecnologia das estações de identificação facial foi desenvolvida pelas empresas Digicon e Idemia.

O Serpro afirmou que 472 passageiros testaram o sistema em Congonhas e Santos Dumont, e que 6.018 cadastramentos de passageiros foram realizados até o momento em sete aeroportos, incluindo, por exemplo, Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG).

Além disso, 48 voos testes foram realizados em Congonhas e Santos Dumont, e 315 voos testes nos sete aeroportos.

Segundo a gestão, o objetivo é tornar mais eficiente, ágil e seguro o processo de embarque nos aeroportos. "Esse início de testes é voluntário. Os passageiros e os tripulantes elogiaram bastante essa primeira etapa. Diria que tem mais de 90% de aprovação", diz João Márcio Jordão, superintendente do aeroporto de Congonhas, ao Agora.

"Além de você não precisar ficar manuseando seus documentos a todo momento, é uma forma muito rápida. Você faz o cadastro uma vez e as informações ficam salvas e são atualizadas na base de dados do governo", completa Jordão.

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, as tratativas entre o Ministério da Infraestrutura, aeroportos e companhias aéreas estão em fase adiantada para a implantação definitiva do embarque biométrico nos aeroportos do país já em 2022.

O superintendente de Congonhas, João Márcio Jordão, antecipa como seria um modelo do projeto final. "A ideia é que a pessoa possa baixar o programa e nem precise estar no aeroporto para se cadastrar. Pode fazer todo esse cadastramento online e de casa mesmo, preenchendo todo um formulário, tirando a foto e salvando no banco de dados", afirma Jordão.

Como funciona para os tripulantes No momento do controle de acesso à ARS (Área Restrita de Segurança), um equipamento de leitura biométrica coleta a leitura facial do tripulante e valida os parâmetros biométricos junto à base de dados da CHT Digital (documento de identificação de tripulantes), confirmando se o indivíduo é tripulante da aviação civil e a validade do documento.

Em caso de identificação biométrica positiva, o tripulante terá o acesso liberado à ARS do aeroporto sem a necessidade de apresentação de documentos para o acesso, evitando o contato do tripulante e do agente de controle de acesso fisicamente aos documentos.

Em caso negativo, a CHT do tripulante e o documento de identificação do operador aéreo poderão ser verificados e validados manualmente por um agente do operador aeroportuário responsável pelo controle de acesso à ARS.

O procedimento de controle de acesso, por meio de biometria facial, não exime o tripulante de se submeter à inspeção de segurança aeroportuária.

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