Congressistas dos EUA pedem ao Departamento de Justiça que esclareça participação na Lava Jato

(Arquivo) A democrata Ilhan Omar

Um grupo de 13 congressistas dos Estados Unidos enviou nesta quarta-feira uma carta ao Departamento de Justiça do país pedindo explicações sobre seu papel na operação Lava Jato.

O grupo formado por legisladores democratas inclui Ilhan Omar, ferrenha crítica do presidente americano, Donald Trump.

"Escrevemos hoje porque estamos preocupados pela participação do Departamento de Justiça nos recentes processos judiciais no Brasil que geraram controvérsias significativas e que poderiam desestabilizar a democracia do país", expressaram na carta dirigida ao secretário de Justiça, Bill Barr.

Eles observaram que, embora reconheçam o papel internacional do Departamento de Justiça, querem garantir que suas atividades não tenham sido cúmplices de qualquer forma de má conduta por parte dos agentes judiciais brasileiros.

Os congressistas disseram estar particularmente "preocupados" com os vazamentos em torno de Sérgio Moro, juiz que esteve à frente da Lava Jato, que agora ocupa o cargo de ministro da Justiça e cuja imparcialidade questionam.

De acordo com a carta, funcionários do Departamento de Justiça apoiaram os promotores envolvidos na Lava Jato.

"Há fortes evidências de que o ex-presidente do Brasil Lula foi submetido a uma operação muito política que envolve o atual ministro da Justiça cujo objetivo era impedi-lo de participar das eleições do ano passado, as quais certamente teria vencido", afirmou através de um comunicado Hank Johnson, signatário da carta.

"Precisamos ter certeza de que o Departamento de Justiça não está envolvido neste processo obscuro", disse o representante da Geórgia.

A carta também foi assinada por Raúl Grijalva, Susan Wild, Jared Huffman, Eleanor Holmes Norton, Adriano Espaillat, Verónica Escobar, Deb Haaland, Mark Pocan, Jesús G. "Chuy" García, Emanuel Cleaver e Ro Khanna.