Congresso assume às vésperas de semana que define controle do Senado e ratifica vitória de Biden

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  17-06-2014 - Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 17-06-2014 - Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O novo Congresso dos EUA assumiu suas funções neste domingo (3), em meio a um ambiente de incerteza política, com o controle do Senado a ser definido pela eleição na Geórgia na terça-feira (5), e de expectativa, com a promessa de uma sessão agitada no dia seguinte, na quarta-feira (6), quando o Congresso ratificará o resultado do Colégio Eleitoral.

Será uma sessão conjunta entre Câmara e Senado presidida pelo atual vice-presidente do país, Mike Pence, e a última etapa de um longo e conturbado processo eleitoral. Um grupo de 11 senadores republicanos já afirmou que irá votar contra a certificação da vitória do presidente eleito Joe Biden -e na sexta (1º), um juiz federal rejeitou um pedido de anulação do pleito pelo próprio Departamento de Justiça.

O democrata Biden, 78, terá maioria na Câmara dos Representantes, cujos 435 membros tomam posse neste domingo, antes de designarem o presidente da Casa para os próximos dois anos. A posição quase certamente recairá sobre a democrata Nancy Pelosi, 80, apesar da relutância de algumas vozes mais progressistas da sigla.

No Senado, a definição está sujeita a duas eleições que ocorrerão na terça no estado sulista da Geórgia. Como nenhum candidato pela Geórgia alcançou os 50% dos votos necessários durante as eleições de 3 de novembro, haverá um segundo turno.

Neles, os senadores republicanos Kelly Loeffler e David Perdue enfrentam respectivamente os democratas Raphael Warnock e Jon Ossof.

Caso os democratas vençam as duas disputas, a Casa passará a ter 50 senadores do partido (contando com os independentes alinhados à sigla) e 50 republicanos. Neste caso, o voto de minerva será da vice-presidente eleita, Kamala Harris.

Uma prova da importância do que está em jogo é que tanto o atual presidente Donald Trump quanto Biden visitarão o estado, assim como seus vice-presidentes.

Kamala, que em 20 de janeiro será a primeira mulher negra a chegar à vice-presidência do país, representa uma figura para motivar o voto do eleitorado negro, considerado um grupo importante para a disputa. "Temos apenas alguns dias para fazer todo o possível para voltar ao Senado", disse Biden, no sábado (2), em suas redes sociais.

Nas últimas semanas, Trump também fez publicações sobre o pleito na Geórgia, só que mais para denunciar supostas fraudes em massa que, segundo ele, roubaram sua vitória neste estado tradicionalmente republicano -ele não apresentou provas que sustentassem as acusações.

O presidente também tem pressionado para que o Congresso anule o resultado da eleição, já que as tentativas de sua campanha nos tribunais foram rejeitadas. Trump travou uma batalha jurídica e midiática para impedir a vitória de seu opositor, mas não obteve sucesso.