Congresso da extrema-direita francesa de olho nas eleições presidenciais

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A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen

A líder da extrema-direita francesa, Marine le Pen, tentará mobilizar novamente seus militantes neste fim de semana após o fracasso eleitoral nas eleições regionais que prejudica seu sonho de chegar à presidência nas eleições de abril do próximo ano.

O Agrupamento Nacional (RN, na sigla em francês) não ganhou nenhuma região nas eleições do último fim de semana. Um grande revés, já que aspirava direcionar territórios para ter uma plataforma de lançamento mirando em 2022.

"Se tivéssemos conseguido uma região, teria sido mais fácil", admite Philippe Olivier, assessor de Marine le Pen, que perdeu nas últimas eleições presidenciais de 2017 para Emmanuel Macron, bem posicionado nas pesquisas para um segundo mandato.

O congresso da extrema-direita servirá para dar explicações aos militantes.

Muitos atribuem o fracasso à chegada de candidatos da direita, mas outros questionam o funcionamento interno do partido ou mesmo o "interesse" de Marine le Pen, que participará das suas terceiras eleições presidenciais em abril.

"Se é uma questão de sentar e bater palmas ruidosamente e fazer concursos de tweet ditirâmbicos, é melhor ficar em casa", reclamou Romain Lopez, prefeito do RN de Moissac (sudoeste), em declarações à AFP.

O posicionamento político do partido também será questionado.

Há vários anos, o RN, força política ascendente bloqueada por outros partidos, tenta apresentar-se como um partido "como os outras", ciente de que o rótulo de extrema-direita afasta uma parte do eleitorado.

Algumas figuras do partido discordam. Entre eles está seu ex-presidente e pai de Marine, Jean-Marie le Pen, que acredita que deve recuperar sua "virilidade" e "dar vida" aos seus temas favoritos - imigração e insegurança.

Alguns até pensam que a ala direita do partido pode ofuscar Marine le Pen. Entre eles, destacam-se os simpatizantes do polemista Eric Zemmour, que acusa a líder de ser moderada demais e que poderia entrar na disputa presidencial.

Por enquanto, Marine le Pen será reeleita presidente do partido no domingo, já que é a única candidata à sucessão.

No momento a situação não é dramática para a candidata nas urnas, segundo a qual ela chegaria ao segundo turno, embora fosse derrotada por Emmanuel Macron, como em 2017.

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