Congresso dos Estados Unidos vota para proteger acesso ao aborto

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (15) medidas para proteger o acesso ao aborto, em resposta a uma sentença da Suprema Corte. A menos que ocorra uma surpresa, os dois textos não resistirão ao crivo do Senado.

"Há apenas três semanas, a Suprema Corte acertou um forte golpe em nossos direitos fundamentais", denunciou a presidente democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

"Por isso (...) vamos tomar novas medidas para defender a liberdade reprodutiva das mulheres", disse pouco antes da votação, cercada de congressistas vestidas com roupas na cor verde, usada em manifestações pró-aborto.

O primeiro dos projetos de lei, aprovado unicamente com votos dos democratas, legalizaria novamente o aborto em todo o país. O outro daria proteção às mulheres que viajam de um estado a outro para abortar.

Mas estes textos não têm quase nenhuma chance de serem aprovados no Senado, onde seria necessário o apoio de dez republicanos, a maioria contrários ao direito ao aborto.

Desde que a Suprema Corte anulou o direito federal ao aborto em 24 de junho, vários estados conservadores já o proibiram em seu território.

O presidente americano, Joe Biden, pede aos americanos que votem em seu partido nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro, com a esperança de ampliar a maioria no Senado.

Mas estas eleições costumam beneficiar a oposição e é muito possível que façam os democratas perder sua estreita maioria no Congresso.

cjc/ube/erl/dga/mvv

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos