Biden considera a aprovação de seu plano de infraestrutura como "um avanço colossal"

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Capitólio dos Estados Unidos em Washington, DC em 28 de outubro de 2021 (AFP/MANDEL NGAN)
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, celebrou neste sábado(6) a aprovação de seu gigantesco plano de investimentos em infraestrutura, considerando-o "um avanço colossal" alcançado após meses de complicadas negociações.

Ele também prometeu fazer com que o Congresso votasse seu plano de reformas sociais e ecológicas, ainda bloqueado por divisões internas no campo democrata.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou na noite de sexta-feira (5) o projeto de investimentos em infraestrutura de US$ 1,2 trilhão proposto pelo presidente Joe Biden.

O texto segue agora para a mesa de Biden, para sua aprovação definitiva.

A aprovação do plano representa uma vitória parcial para o democrata, que não conseguiu que fosse votado ontem seu outro projeto ambicioso, de US$ 1,7 trilhão, para reformar o sistema de proteção social do país e investir na luta contra o aquecimento global.

O projeto de lei de infraestrutura foi aprovado por confortáveis 228 votos contra 206. A aprovação desse gasto é uma conquista de Biden, que acontece em meio à queda em seus índices de aprovação pessoal e após a derrota humilhante do Partido Democrata nas eleições para governador da Virgínia.

"Água potável limpa para crianças, acesso à banda larga, veículos elétricos, mais investimentos em transporte público. E mais está por vir", tuitou a porta-voz do presidente, Jen Psaki.

A liderança democrata na Câmara dos Representantes começou o dia com a meta de aprovar o projeto de infraestrutura, que havia passado pelo Senado e, em seguida, enviar para a câmara alta outra iniciativa de gastos sociais e ambientais ainda maior, no valor de até US$ 1,85 trilhão.

Pelo menos seis democratas moderados não quiseram se comprometer com o pacote de assistência social "Build Back Better" (BBB), argumentando que seria necessário, primeiramente, ver uma avaliação completa de seu impacto econômico feita pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês), que não estará disponível em menos de uma semana.

Com uma maioria democrata de apenas três votos na Câmara dos Representantes, a presidente da casa, Nancy Pelosi, foi obrigada a adiar a votação do plano BBB, prometida para antes do feriado de Ação de Graças, em 25 de novembro.

- Suspeita -

Inicialmente, os progressistas bloquearam a votação do projeto de infraestrutura, em meio à suspeita de que os centristas do Senado rejeitariam o plano BBB, assim que conseguissem transformar suas melhorias nos transportes em lei. Pelosi se recusou a recuar e insistiu em uma votação até o fim do dia.

"Estou confiante em que, na semana de 15 de novembro, a Câmara irá aprovar o plano BBB", declarou Biden esta noite.

Aprovar o pacote de infraestrutura exigiu uma matemática complicada com vários progressistas, ainda aborrecidos com a rebelião moderada, mas os democratas conseguiram adicionar 13 republicanos ao seu lado.

"Depois de quatro anos de 'semanas de infraestrutura' fracassadas sob o controle de Trump e dos republicanos, o presidente Biden cumpriu sua promessa e conduziu um investimento histórico na infraestrutura do nosso país", comemorou o presidente do Comitê Nacional Democrata, Jaime Harrison.

Biden, que passou boa parte desta quinta e sexta-feira ao telefone com congressistas, acompanhou a votação na residência oficial, após tecer estratégias com suas equipes política e legislativa e com a vice-presidente, Kamala Harris.

- Queda de popularidade -

Há 10 meses, o presidente Joe Biden prometeu grandes mudanças para uma nação devastada pela pandemia. Viu, no entanto, sua popularidade cair, ainda mais enfraquecida por uma derrota retumbante de seu partido nas eleições locais na Virgínia esta semana.

O colossal plano de investimentos em estradas, pontes, portos e Internet de alta velocidade foi aprovado na câmara alta em meados de agosto, apoiado por senadores democratas e republicanos, uma ocorrência rara em um Congresso politicamente polarizado. Sua aprovação pela câmara baixa marca uma grande vitória para Biden, um ex-senador que costuma se gabar de sua capacidade de fechar acordos bipartidários.

Ao financiar um vasto plano de obras, a Casa Branca diz que criaria milhões de empregos bem remunerados para pessoas sem diploma universitário. O texto sobre infraestrutura foi aprovado pelo Senado por 69 votos a 30, com o apoio de um terço dos senadores republicanos.

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