Congresso dos EUA discute impacto da Amazônia nos elos comerciais com Brasil

MARINA DIAS
***ARQUIVO***PORTO VELHO, RO - 09.09.2019: Selva amazônica intocada é vista do alto nas proximidades de Porto Velho, Rondônia. (Foto: Bruno Rocha /Fotoarena/Folhapress)

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Deputados americanos debateram nesta terça-feira (10) no Congresso medidas para auxiliar no combate ao desmatamento da Amazônia e os possíveis impactos da política ambiental do governo Jair Bolsonaro (PSL) nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, parlamentares mostraram preocupação com o aumento das queimadas e do desmatamento na floresta --classificados por eles como crise global--, mas não foram assertivos sobre condicionar um acordo comercial entre Washington e Brasília a uma mudança da postura de Bolsonaro diante de temas como a preservação do meio ambiente.

Mesmo congressistas de oposição a Donald Trump, aliado de Bolsonaro, concentraram suas exposições na ideia de que é preciso buscar ações conjuntas para resolver a crise de repercussão internacional, sem afirmar que o tema possa criar obstáculos para o relacionamento entre os dois países.

O deputado democrata Albio Sires, que presidiu a audiência intitulada "Preservando a Amazônia: um imperativo moral compartilhado", chegou a dizer que essa não era uma "boa abordagem no momento" e que o objetivo do debate era apenas encontrar soluções sincronizadas entre EUA e Brasil para resolver o problema na floresta.

"Não acho que seriam condições [a serem colocadas para o fechamento de um acordo comercial], mas algo que façamos juntos. Vamos trabalhar juntos, encontrar uma solução", disse Sires a jornalistas no final da sessão. 

"Quero chamar atenção para o que está acontecendo na Amazônia e ter certeza de que isso não é uma sessão sobre atacar alguém, mas sobre as preocupações que temos em relação à floresta e o que podemos fazer para continuar preservando-a, porque isso é importante para o mundo."

A economista brasileira Monica de Bolle participou da audiência e fez críticas à condução da gestão Bolsonaro diante da crise da Amazônia.

Segundo ela, a premissa ambiental deveria, sim, passar pelas conversas entre os governos no âmbito de qualquer acordo de comercial e ser usada pelos americanos para mobilizar o Planalto sobre o tema.

"Acho que tanto do lado republicano quanto do lado democrata existe uma preocupação grande com essas questões de meio ambiente e, sendo assim, qualquer acordo que venha a ser firmado com o Brasil, seja de facilitação de comércio ou algo mais ambicioso, vai conter essas normativas. Isso é comércio no século 21."

Desde que os números sobre o crescimento da devastação e queimadas na Amazônia começaram a ser divulgados, no mês passado, Bolsonaro tem minimizado a situação na área e dito que o caso envolve soberania nacional, discurso ecoado por Trump. Para Bolle, esse alinhamento não ajuda a combater a crise, pelo contrário. 

O líder brasileiro rechaçou, por exemplo, US$ 20 bilhões (cerca de R$ 81 milhões) oferecidos pelo G-7 (grupo dos países mais ricos e industrializados do mundo) após trocar ataques com o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula mais recente do bloco, e se ateve à ajuda logística de governos aliados, como o americano.

Depois da audiência, o encarregado de negócios da embaixada do Brasil em Washington, Nestor Forster, disse à reportagem que é preciso discutir a crise na Amazônia "sem paixões incendiárias" e que levar o debate sobre meio ambiente para o comércio exterior pode resultar em um "efeito rebote."

"Não se pode usar meio ambiente como punição. Isso ricocheteia, volta para a Amazônia. Isso seria restringir empresas que podem investir mais por lá."

O presidente da Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, e o diretor de políticas da International Conservation Caucus Foundation, Bill Millan, também participaram da audiência e discutiram como o comércio e as atividades de agropecuária podem impactar no desmatamento e na preservação da floresta.

Nepstad ponderou que algumas empresas de mercados importantes para o Brasil têm se movimentado --e podem continuar a fazê-lo-- sobre o consumo de produtos que não estejam associados à Amazônia.

Desde que a crise na floresta eclodiu, com forte cobertura da imprensa internacional, marcas americanas e europeias já anunciaram suspensão de compra de couro e soja do Brasil.

Os parlamentares seguiram a linha global de que o problema na Amazônia é de preocupação de todos os países e não só do governo brasileiro, contrariando o discurso de soberania nacional de Bolsonaro.

"O Brasil é um país soberano, respeito isso. Mas isso tem implicações. A política ambiental não é mais apenas política doméstica, é política internacional. E é por isso que estou desapontado por os Estados Unidos não estarem à mesa com o acordo climático de Paris e acho que devemos usar qualquer ferramenta disponível para preservar e proteger o mundo, o que quer que possa significar", disse o democrata Dean Phillips.

O republicano Francis Rooney, por sua vez, afirmou que é preciso equilibrar a dependência global da Amazônia e a necessidade de o Brasil prosperar. "Todos nós temos interesse em incentivar as pessoas a lidar com as mudanças climáticas e sermos verdes."

Nestor Forster, por sua vez, disse que não vê discrepância de visões entre o governo brasileiro e os parlamentares americanos, já que a preocupação com o meio ambiente "é de toda a humanidade." No entanto, ele ressaltou mais uma vez a tese de Bolsonaro de que cabe somente ao Brasil agir sobre sues recursos naturais e território. "É uma decisão soberana do país". 

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    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta (19) as acusações que pesam sobre ele em um dos braços de investigação da Operação Zelotes e acusou o ex-ministro Antonio Palocci de ter mentido ao Ministério Público. O petista afirmou que a denúncia não passa de uma "grande mentira" e que Palocci deve ter recebido um "prêmio" para depor contra ele. Lula foi ouvido em audiência na 10ª Vara Federal, em Brasília, pelo juiz Valisney Oliveira, responsável pela ação penal da Zelotes. O ex-presidente é acusado de corrupção passiva por supostamente ter participado da "venda" da Medida Provisória 471, editada em 2009 e que beneficiou empresas do setor automobilístico. A medida prorrogou por cinco anos os incentivos fiscais para montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Logo no início da audiência, Lula foi questionado se cometeu o crime de corrupção na edição da medida provisória.  "Essa é uma das grandes mentiras contadas. Eu estou aqui para desvendar tudo e provar porque o MP [Ministério Público] mentiu na acusação e porque a Polícia Federal mentiu no inquérito", afirmou.  O ex-presidente foi denunciado em setembro de 2017, junto com o ex-ministro Gilberto Carvalho, seu ex-chefe de gabinete, e mais cinco pessoas. Os procuradores alegam que lobistas das empresas automotivas prometeram o pagamento de propinas a intermediários do esquema e a agentes políticos, entre eles Lula e Carvalho. O destino do dinheiro, segundo a acusação, seria o custeio de campanhas eleitorais do PT. "Estou cansado de tanta mentira contra mim, de tanta leviandade, de tantas insinuações. Eu duvido que tenha um juiz, um procurador, um delegado ou um deputado que diga o seguinte: 'Eu vi um empresário que deu cinco centavos ao Lula'", disse o petista. As acusações contra ele foram reforçadas em depoimento do ex-ministro Palocci, em 2018. Palocci foi ouvido como testemunha no caso e disse que o filho de Lula, Luiz Cláudio, recebeu dinheiro de um dos lobistas que fizeram o acerto. "A única explicação é que ele deveria estar ganhando um prêmio por fazer a delação e por isso ele se prestou a contribuir com o Ministério Público com as mentiras que ele contou", disse. Lula foi questionado sobre quando recebeu e se conversou com Mauro Marcondes, apontado como um dos lobistas que intermediou as negociações. O petista disse que já recebeu Marcondes no passado, mas que nunca esteve com ele sozinho e em nenhuma hipótese conversou sobre a edição da medida. O ex-presidente também saiu em defesa de Carvalho, que já foi questionado sobre os encontros que teve com Marcondes. "A relação que Gilberto Carvalho tinha com Mauro Marcondes era era eminentemente profissional. (...) Ele era meu chefe de gabinete. Estava lá para atender as pessoas. E atender bem. Ele deveria ter sido acusado se não tivesse atendido", disse Lula. A audiência desta quarta foi uma das últimas etapas desta ação penal, que está na fase final, de depoimento dos réus. A próxima etapa são as alegações finais das partes.  Em outra ação ainda no âmbito da Zelotes, Lula responde por supostas negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen, da Suécia, pelo governo brasileiro.

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    Rússia e EUA vivem cena de 'Mad Max' em estrada na Síria

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Rivais desde os tempos da Guerra Fria, Estados Unidos e Rússia quase foram às vias de fato na Síria, país árabe imerso em uma guerra civil desde 2011. No caso, numa inusitada disputa entre dois carros de combate em alta velocidade, com bandeiras dos países rivais desfraldadas ao vento. A cena, digna da série de "road movies" distópicos "Mad Max", ocorreu nesta semana em Qamishli, uma cidade junto à fronteira da Turquia no nordeste da Síria. Ela foi filmada por um consultor de serviços humanitários que se identifica no Twitter como Mohammad. Ele passava com seu carro por um comboio militar russo, que incluía um veículo pesado de transporte de tropas. O grupo encontrou à sua frente dois Oshkosh, uma espécie de superjipe 4x4 blindado americano para operação em áreas minadas, e teve de reduzir. De repente, um furgão 4x4 blindado russo Tigr ultrapassa pelo acostamento o primeiro Oshkosh, mas o segundo o fecha, o tirando da estrada. Felizmente, os motoristas não decidiram resolver suas diferenças com mais ênfase: ambos os veículos são armados com metralhadoras de calibre 7.62 mm. O veículo russo é fabricado desde 2006, e serve basicamente para transporte de tropas e atinge até 140 km/h. Já o americano é um animal de outro porte, pesando o dobro (14,7 toneladas) do que o produto de Moscou, rodando no máximo a 105 km/h. Num mundo que passou 40 anos sob o temor de um conflito entre russos e americanos que potencialmente levaria à extinção da humanidade, o entrechoque soa quase surreal. Mas simboliza bem as confusões potenciais inerentes à presença de potências estrangeiras na Síria. Apesar de os EUA terem retirado o grosso de suas tropas do país, ainda há unidades como a filmada por Mohammad nas regiões ao norte. Já os russos patrulham as áreas fronteiriças junto à Turquia em um frágil acordo com Ancara, que está em desintegração devido ao risco de guerra aberta entre turcos e sírios. A Turquia tem mais de 5.000 homens na província rebelde de Idlib, que está sob ataque pelas forças de Damasco e é o último bastião de revolta contra a ditadura de Bashar al-Assad. Os russos apoiam os sírios com ataques aéreos, o núcleo de sua presença militar na Síria, mas também têm tropas espalhadas em pontos da região norte do país. O incidente filmado é o mais recente de uma série de desentendimentos entre russos e americanos, usualmente em postos de controle e estradas da região. "A intenção da coalizão [de forças lideradas por americanos] é de-escalar qualquer encontro não planejado com outras forças", afirmou o porta voz Myles Caggins, coronel do Exército americano, ao site Military Times. Segundo a agência russa Tass, o porta-voz do Kremlin não quis comentar o episódio. Russos e americanos, além de israelenses, franceses e britânicos, tentam coordenar há anos suas ações no espaço aéreo sírio, para evitar acidentes -Moscou já perdeu um caça-bombardeiro, abatido pela Turquia, e um avião de reconhecimento, derrubado por forças de Damasco que buscavam afastar um ataque de Israel.

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    Reino Unido impõe novas barreiras para imigração pós-brexit

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Estrangeiros que planejam se mudar para o Reino Unido enfrentarão regras mais duras a partir de 1º de janeiro de 2021. A mudança, anunciada nesta quarta-feira (19) pelo Ministério do Interior, é um reflexo da saída da União Europeia -uma das principais bandeiras dos partidários do "sair" era pôr fim à livre circulação de pessoas dentro das fronteiras europeias. Sob as regras do bloco, europeus de todos os países membros podiam entrar e viver no Reino Unido independentemente de vistos ou autorizações de trabalho. Com a aprovação do brexit, os britânicos ficaram livres para adotar legislação própria sobre o tema, que tratará europeus e não europeus da mesma forma. "Hoje é um momento histórico para todo o país. Estamos pondo fim à livre circulação, retomando o controle de nossas fronteiras e atendendo às prioridades do povo", disse a ministra Priti Patel sobre a decisão. O novo "sistema de migração baseado em pontos" dará prioridade máxima àqueles que tiverem "as mais altas qualificações e os maiores talentos", incluindo cientistas, engenheiros e acadêmicos, de acordo com o Ministério do Interior. Os candidatos deverão comprovar serem qualificados na área em que trabalham, seu nível de inglês e a profissão que exercem. Eles também deverão provar que receberam uma proposta de emprego de uma empresa britânica que ofereça um salário anual mínimo de 25.600 libras (cerca de R$ 145.000, ou R$ 12.100 por mês). Esse piso salarial pode ser maior, dependendo da ocupação do postulante --quanto maior o nível de qualificação, maior o valor mínimo da remuneração. O sistema de pontos permite compensações entre alguns requisitos. Um candidato que não tenha doutorado pode substituir os dez pontos atribuídos a essa categoria por uma oferta de salário mais alta que o piso, por exemplo. No entanto, três requisitos devem obrigatoriamente ser atendidos e não podem ser compensados por pontos extras nos demais: ter fluência mínima de inglês para o trabalho que exercerá, ter recebido uma oferta de emprego e que o cargo ofertado seja compatível com o nível de qualificação. Solicitantes de baixa qualificação seguirão as mesmas regras --"‹não haverá um processo específico para eles. Além de mudar as regras, o Reino Unido também passará a abolir o número máximo de imigrantes que poderiam ser aceitos no país. A o ministério estima que 70% da atual força de trabalho estrangeira no Reino Unido não cumpriria os novos requisitos, o que significa que as novas regras "ajudarão a diminuir os futuros índices de migração". Estimativas do Escritório Nacional de Estatísticas apontam que havia 87 mil pessoas nascidas no Brasil e residentes no Reino Unido no fim de 2018. "Precisamos mudar o foco da nossa economia da dependência de mão-de-obra barata da Europa e, em vez disso, concentrar nossos investimentos em tecnologia e automação", afirmou o ministério em um comunicado. Reportagem da Folha de S.Paulo de dezembro passado mostrou que o NHS (National Health System, o equivalente britânico do SUS) seria duramente afetado pelas restrições migratórias pós-brexit. Há um déficit de cerca de 100 mil profissionais no sistema médico britânico --1 em cada 12 vagas está aberta. Dessas, ao menos 43 mil são para enfermeiros. Imigrantes europeus compõem parte significativa dos profissionais que atuam na área, mas sua presença pode ser drasticamente reduzida com o novo sistema de pontos. "‹Vistos para estudantes terão regras próprias, mas também adotarão um sistema de pontos, no qual os candidatos terão que comprovar que receberam uma oferta de vaga de uma instituição britânica, que podem arcar com os gastos de sua estadia e que falam inglês. Os cidadãos da União Europeia e de outros países que têm acordos com o Reino Unido não precisarão de vistos para viagens inferiores a seis meses. O novo modelo britânico é similar ao adotado pelo Canadá, que desde 1967 atribui uma pontuação para selecionar os postulantes a vagas de emprego no país.

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