Congresso dos EUA pede que empresas de mídia social entreguem documentos sobre invasão do Capitólio

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Apoiadores do ex-presidente norte-americano Donald Trump protestando em Washington, EUA

WASHINGTON (Reuters) - A comissão parlamentar que investiga o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira às principais empresas de mídia social, incluindo Facebook, Twitter e Google, da Alphabet, que entreguem registros de mensagens sobre o ataque realizado por simpatizantes de Donald Trump.

O Comitê Selecionado da Câmara dos Deputados pediu registros relacionados à violência e aos dias que a antecederam, incluindo a disseminação de desinformação e esforços para impedir a certificação da eleição do presidente Joe Biden.

As demandas também foram feitas para 4chan e 8kun.

O Twitter se recusou a comentar. TikTok e Parler não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. As outras empresas não foram encontradas para comentários imediatos.

Facebook, Snap, Google e Reddit confirmaram que receberam o pedido e disseram que as empresas trabalhariam com o comitê.

Gab afirmou em um comunicado que recebeu uma carta do comitê, acrescentando que removeu contas "que procuravam espalhar divisão e medo" antes da posse.

O comitê está buscando registros de 2020, incluindo, se houver, mudanças de política que as empresas fizeram para desacelerar a disseminação online de informações falsas.

O ex-chefe de segurança do Facebook Alex Stamos disse que as intimações do comitê não têm o poder de forçar as empresas a entregar conteúdo privado, e que os contatos com autoridades também podem ser protegidos. Por outro lado, ele disse que análises internas sobre o que as plataformas poderiam ter feito podem moldar a compreensão do público sobre o que aconteceu e por quê.

A ampla solicitação de documentos do comitê abrangendo 15 empresas indica que este é o primeiro passo para entender como as plataformas de mídia social foram usadas para organização antes de 6 de janeiro e no dia seguinte, e provavelmente levará a várias questões, disse Graham Brookie, diretor do Laboratório de Pesquisa Forense Digital do Atlantic Council.

(Reportagem de Patricia Zengerle e Scott Malone, em Washington; Joseph Menn, em San Francisco; e Sheila Dang, em Dallas)

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