Congresso elimina veto de Trump a orçamento da Defesa

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Foto de arquivo de 7 de dezembro do presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca em Washington

O Congresso americano impôs nesta sexta-feira uma derrota ao presidente Donald Trump, que vive suas últimas semanas no comando da Casa Branca, ao votar pela eliminação do veto presidencial ao orçamento da Defesa. Esta é a primeira vez que os congressistas revertem um de seus vetos.

Com uma votação por 81 a 13 a favor da eliminação do veto, mais do que os dois terços necessários, o Senado, controlado pelos republicanos, aprovou a lei de orçamento da Defesa por 740,5 bilhões de dólares para o ano fiscal de 2021. A Câmara dos Representantes já havia votado esta semana a favor de reverter o veto, por 322 votos a 87.

Ambas as câmaras haviam aprovado a lei de orçamento no começo de dezembro, por ampla maioria, mas Trump, citando uma série de objeções, vetou a mesma no último dia 23.

O voto pela eliminação, uma reprimenda a Trump, aconteceu durante uma sessão extraordinária de ano novo convocada após o veto presidencial, e deve ser o ato final do atual Congresso. Os novos membros prestarão juramento no próximo domingo, a 17 dias de Joe Biden assumir a presidência do país.

"Nosso Senado republicano perdeu a oportunidade de derrubar a Seção 230, que confere poderes ilimitados às grandes empresas de tecnologia. Patético!!!", tuitou Trump. Em referência à rejeição do Senado a votar primeiro uma moção para aumentar as compensações econômicas pela pandemia, o presidente acrescentou: "Agora querem dar 600 dólares para as pessoas arrasadas pelo vírus da China, em vez dos 2 mil dos quais elas precisam desesperadamente."

O senador Jack Reed, democrata de posto mais importante na comissão das Forças Armadas, disse hoje no Senado que o projeto de lei é essencial para reforçar a segurança cibernética do país contra ataques generalizados, como os que afetaram recentemente o goveno e empresas privadas. Sobre a opinião de Trump de que Pequim e Moscou também aprovariam a lei, Reed respondeu que a mesma é "completamente infundada".

O senador Jim Inhofe, presidente da comissão, e Jack Reed se cumprimentaram após a longa colaboração para redigir a lei, uma ocasião rara de cooperação bipartidária em um Congresso profundamente dividido.

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