Congresso do Peru recusa cúpula da OEA por regra de banheiro de gênero neutro

Placa é vista em uma parede de banheiro de gênero neutro na cidade de Nova York

LIMA (Reuters) - O governo peruano afirmou nesta sexta-feira que o país corre o risco de não ser capaz de organizar a Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) deste ano por causa de uma decisão do Congresso contra banheiros de gênero neutro no evento.

O Congresso do Peru, controlado por partidos conservadores em questões sociais, rejeitou na quinta-feira o pedido do governo para sediar a assembleia do órgão regional em outubro, devido à exigência de que ela ofereça banheiros de gênero neutro durante o evento.

No Twitter, o parlamentar Ernesto Bustamante, chefe do Comitê de Relações Exteriores do Congresso, disse que a OEA havia “tentado introduzir... ideologia de gênero” na lei peruana.

O Peru, um país profundamente católico, está entre as nações latino-americanas mais conservadores em questões sociais, com anos de brigas internas entre parlamentares e ativistas sobre se o Estado deveria reconhecer identidades múltiplas de gêneros ou apenas o sexo biológico.

Escritórios governamentais normalmente não possuem banheiros de gênero neutro.

A OEA não respondeu ao pedido por comentário em um primeiro momento. O tema deste ano para a Assembleia-Geral é “Juntos contra a desigualdade e a discriminação”.

O ministro das Relações Exteriores, César Landra, disse no Twitter que a decisão do Congresso “afeta gravemente a imagem internacional do Peru” e pediu que ele reconsidere sua posição.

(Reportagem de Marco Aquino e Marcelo Rochabrun)

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