Conheça Ana Catalina Marchesi, a argentina que traz muitas cores à moda brasileira

Lívia Breves
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Ela é um arco-íris. Filha de um artista plástico e de uma ceramista, a designer Ana Catalina Marchesi, de 30 anos, nasceu na Patagônia Argentina e cresceu em uma casa que mais parecia um ateliê, com tintas, pinturas e modelos vivos na sala.

Sempre muito colorida, só foi usar preto pela primeira vez outro dia. E os amigos até perguntaram se estava tudo bem com ela. “Adoro a cor, mas realmente não usava. Acho que estou amadurecendo”, brinca ela, que sempre fez as próprias roupas, repaginando algo comprado em brechó ou costurando do zero, do tecido à peça final.

Quando decidiu estudar Moda, os pais até olharam torto pensando que seria algo muito ligado ao consumo e pouco criativo, mas a caçula de seis filhos logo mostrou o que era a sua moda: autoral, artesanal, artsy e cheia de cores. “Estudo o motivo de cada tom, seus significados. Adoro destacar a beleza do trabalho manual nas peças e, por isso, são sempre únicas”, conta ela, que vem se tornando uma referência em estética carioca. “Quero colocar a mulher latina em todos os meus trabalhos, nos empoderar”, avisa.

Ana chegou ao Rio há seis anos, quando fazia uma viagem de férias pela América do Sul. Até que se apaixonou, pela cidade e pelo atual marido, o produtor de bandas e artista plástico Diego Luís Schmidt, e ficou. Deixou para trás a carreira portenha (iniciada em marcas como Rapsodia e o ateliê do teatro San Martin, em Buenos Aires) e se jogou nos mares de cá. Primeiro, foi trabalhar na Dress To, depois na Farm, onde assinou vitrines e ambientes das lojas, além de linhas de acessórios.

Foi lá, por conta dos móveis de pompom que criou para a grife carioca, que ganhou o apelido La Pomponera, nome também de seu ateliê, que fica numa casa no Cosme Velho. “Este ano, quis me dedicar totalmente à minha marca própria, que une direção de arte, moda, produtos...”, conta.

Entre os recentes trabalhos estão a collab de sandálias cravejadas de miçangas com a SRI para a multimarcas paulistana Pinga, a coleção-cápsula de macacões de seda bordados para a Madnomad, de Alexia Wenk, a série de boinas para Alix Duvernoy e a linha de itens de louças pintadas com a stylist Lulu Novis. Além disso, deseja focar mais nos clientes diretos, uma turma a quem ela não conseguiu dar tanta atenção nos últimos tempos. “São peças únicas, sob encomenda. Adoro a troca que acontece”, diz. E tem acontecido bem.