Conheça estudantes finalistas do Desafio LED, concurso de projetos para mudar o mundo

O Desafio LED - Me dá uma luz aí! abriu espaço para universitários de todo o Brasil divulgarem ideias de inclusão educacional que tivessem capacidade de iluminar gerações. Após quatro etapas de avaliação, 10 finalistas foram escolhidos para apresentar seus projetos no palco do evento, realizado no último dia 9, no Museu de Arte do Rio (MAR). Ao todo, foram entregues R$ 300 mil em prêmios para ampliar as iniciativas.

A Mastertech, parceira técnica do Desafio, chegou aos nomes após duas oficinas ministradas por Camila Achutti e Fábio Ribeiro, sócios na escola de pensamento digital. Na primeira delas, foram 80 participantes selecionados entre os inscritos. Após a primeira oficina, 20 seguiram para a etapa seguinte e tiveram toda a orientação para construir o MVP (Mínimo Produto Viável).

Os cinco que não conseguiram avançar para o Pitch do Desafio voltaram para casa com R$ 10 mil cada. Os outros R$ 250 mil foram distribuídos aos cinco primeiros, conforme colocação, após avaliação de uma banca de jurados. A estudante de Engenharia de Materiais Gabriela Leite, de 19 anos, e Weverton Alves, de 27, de Comunicação Social, ficaram nas primeira posições e levaram R$ 75 mil para o Ceará e São Paulo, respectivamente.

Orgulhosa por representar a cidade de Juazeiro do Norte, Gabriela criou o “Maduc: o match da educação”. A iniciativa é um aplicativo de matching entre universitários e alunos da rede pública do interior do Ceará, que funciona como um “tinder” da educação. O objetivo é unir perfis de alunos interessados em ajudar uns aos outros com projetos e dicas sobre estudos.

— Eu não tinha perspectiva de cursar uma graduação e hoje estou aqui levando este prêmio. A minha proposta é conectar jovens para impedir a evasão escolar e permitir que as pessoas sonhem com uma faculdade através de referências de jovens como eles — explicou a estudante.

Já Weverton desenvolveu o “Mentoria na Perifa”, projeto com foco em transformar a vida dos jovens de baixa renda através de conselhos pessoais e profissionais on-line gratuitos.

— Muitos jovens não sabem como montar um currículo, são tímidos e não enxergam um futuro na favela. Mas eu tô aqui para provar que a favela também pode e deve ter acesso à educação e a projetos que ajudem os estudantes a alcançarem uma vida digna — afirmou Weverton.

Fortalecendo a base

Os demais colocados receberam R$ 50 mil (3º lugar), R$ 30 mil (4º lugar) e R$ 20 mil (5º lugar). A estudante de engenharia metalúrgica Nicolle Costa, de 27 anos, foi a terceira premiada com o projeto “Me dá um HELP”, que tem o objetivo de ajudar recém-aprovados na universidade pública por políticas de cota, que muitas vezes não têm os conhecimentos básicos de algumas disciplinas.

— Muitas pessoas reprovam e atrasam anos da faculdade por não saberem matemática básica. A proposta é ajudar esses jovens logo no início e, depois que o projeto estiver estruturado, vamos compartilhar a iniciativa com outras instituições do Norte Fluminense e até mesmo de outros estados — disse a estudante.

As últimas duas finalistas propuseram iniciativas para serem aplicadas entre alunos do ensino fundamental ao médio. A professora de química e estudante de educação física Persiely Pires Rosa, de 33 anos, lidera o projeto “Interpretando as 4 operações” em uma escola pública na qual leciona, em Manaus. De forma gratuita, um grupo de docentes acompanha os estudantes indígenas, venezuelanos e negros, especialmente, com idade entre 14 e 18 anos, e de baixa renda, para dar reforço de português e matemática.

Já a paraibana Déborah Piquet, de 19 anos, criou um álbum de figurinhas contendo informações sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), que apontam metas para preservação do meio ambiente e pela igualdade racial e de gênero, entre outros desafios, em todo o mundo.

Para o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, o Desafio LED mostra o potencial de milhares de alunos brasileiros, empenhados em transformar a educação, e serve de modelo para que se crie uma teia de cooperação.

— Esses jovens dedicaram seu tempo para identificar problemas e propor soluções. São projetos inclusivos, com potencial de serem aplicados nacionalmente, e atingirem outras milhares de crianças e jovens que precisam de uma base e inspiração — afirmou.

Todos os outros finalistas do Desafio LED tiveram projetos voltados para a redução da desigualdade escolar entre crianças, jovens e adultos, promoção da cultura e combate ao bullying. O programa foi parte da programação do Festival, realizado pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a plataforma “Educação 360 - Conferência Internacional de Educação”, da Editora Globo.

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