Conheça Felipe Amorim, o dono do hit 'No ouvidinho'

Quando “No ouvidinho” se tornou viral no Tik Tok e atingiu o posto de música mais ouvida no Top 50 Brasil do Spotify, no início de maio, o GLOBO quis saber quem era Felipe Amorim, o responsável pelo hit chiclete que já rendeu 56 milhões de plays na plataforma. Um mês foi o tempo que a equipe do jornal demorou para conseguir um espaço na agenda do artista. No seu último dia de folga (foram três no total) até o próximo dia 30, a entrevista foi encaixada em meio a um corte de cabelo. Isso mesmo, enquanto o barbeiro arrumava Felipe para a próxima bateria de shows, ele contava sua história à reportagem.

A próxima aposta do cantor de 25 anos para voltar ao top 1 é a parceria com João Gomes, “Debaixo do cobertor”, disponível a partir desta quinta-feira (09) nas plataformas digitais e com um videoclipe lançado nesta sexta-feira (10). A música, segundo Felipe, é uma “p*ria romântica”.

— Assim como eu, o Felipe é muito novo. Para a gente, é sempre bom fortalecer cada vez mais o gênero. Estou ansioso para lançar a canção. Essa é a primeira parceria de muitas — diz João Gomes.

A vida de hits, no entanto, não é exatamente novidade para ele. Como cantor, desde 2020, emplacou "Putariazinha" e "Sem sentimento" — as duas somam 170 milhões de plays no Spotify — e, como compositor, desde os 14 anos de idade, foi um dos responsáveis por sucessos como “Tá rocheda”, dos Barões da Pisadinha, “Fim da Noite”, de Zé Vaqueiro, e “Mal de Ex”, de Wesley Safadão.

— Eu e o Caio (DJ e produtor) começamos como uma brincadeira. Depois que descobrimos que dava pra viver disso, passamos a levar a sério. Eu gravava as guias das composições e mandava para os artistas, aí um dia o Raí Saia Rodada curtiu, falou que tinha potencial e passamos a dar atenção a esse lado. Mas até ali não era uma parada que eu pensava, aconteceu, foi bem natural — explica Amorim.

Natural de Messejana, periferia de Fortaleza, Ceará, o rapaz é filho de pais separados, tem uma irmã mais nova, de 18 anos, e diz que atualmente mora “num ônibus e ele roda aí o Brasil”. Com influências do funk, do forró e do piseiro, ele já tem mais de 6 milhões de ouvintes mensais no Spotify e não consegue definir muito bem o gênero musical no qual se encaixa.

— Sinceramente a gente não tem gênero, a gente mistura tudo o que der. Até alguém botar um nome nesse gênero é “Felipe Amorim” — diz Caio DJ, que fazia companhia a Felipe na barbearia.

Hoje, Felipe faz parte do casting da empresa de Xand Avião, a Vybbe:

— Ele é um menino incrível, com 25 anos e já responsável por tantos hits. É, de fato, um dos nomes que ainda vão dar muito o que falar para a música brasileira e me sinto orgulhoso por estar ao lado dele nessa caminhada — declara Xand, que é uma das referências de Felipe.

Depois que emplacou hit atrás de hit na carreira como cantor, a vida não mudou muito, ele diz. A diferença é ter que encaixar uma entrevista aqui e ali ou parar para tirar umas selfies. A equipe é a mesma, até o tal barbeiro é o mesmo há cinco anos:

— Eu não esperava nada disso. O nome do nosso primeiro álbum foi “Só pra ver no que vai dar”. Aí bater primeiro lugar, top 10, conseguir participação com grandes artistas nacionais, não dá para acreditar. Ainda não me sinto famoso não, mas eu quero ser, deve ser legal — diverte-se.

Depois de acumular sucessos, ele conta que o segredo é fazer música, “é atirar”:

— Antes de cantar, a gente escrevia todo dia, como se fosse uma empresa que funcionava de 14h da tarde até 4h da manhã.

Agora, Felipe quer se dedicar aos singles e parcerias. Para o fim do ano, talvez grave um EP junto com um projeto audiovisual.

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