Conheça Halessia, a drag queen que faz as perucas de Anitta e Luísa Sonza

Felipe Cavina quase perde o fôlego listando as famosas que já recorreram a ele para transformar o visual. Anitta encomendou algumas perucas pretas para extravasar sua personalidade emo no clipe da música “Boys don’t cry”. Luísa Sonza pediu fios longos, tingidos mais tarde de azul, para o vídeo de “Café da manhã”. Gloria Groove e Pocah também são fãs do trabalho do paulista de Assis, que, aos 25 anos, é o responsável pelas laces mais comentadas do pop nacional. “Acredito que esse sucesso tenha a ver com a forma de atendimento. Cada exemplar é único, feito especialmente para a cabeça da pessoa”, conta Cavina.

Apesar de ter lançado a marca Rocker Front & Full Laces em 2018, o paulista começou a ensaiar o projeto sete anos antes, quando decidiu criar uma drag queen como forma de expressão artística. Halessia, seu alter ego, tem a mesma lourice de Lady Gaga e nome inspirado na personagem da atriz Lorry Ayers, Alessa Gillespie, no filme “Terror em Silent Hill”. “Queria algo único, que não tivesse nada parecido nas redes sociais”, explica. “No início, eu tinha apenas um peruca sintética. Fritava os neurônios pensando em soluções. O mundo, no entanto, dá voltas, e hoje devo ter uns 30 exemplares, todos com cabelo humano e feitos por mim.”

Halessia debutou em shows em boates de Florianópolis, onde morou parte da infância e toda a adolescência. “Fazia performances e atacava como DJ. Aos 20, surgiu uma oportunidade de participar de um concurso para ser apresentador do canal E! Entertainment Television, na capital de São Paulo. Fiz uma vaquinha on-line e levantei R$ 450. Comprei a passagem e ainda sobrou dinheiro para umas despesas. Acabei não passando no teste. Tinham outras drags com mais experiência de câmera, mas minha vida mudou depois desse episódio.”

Além de confeccionar perucas e animar a pista de dança, Cavina tem uma carreira na moda, com desfiles na São Paulo Fashion Week e na Casa de Criadores no currículo. “Nós podemos ter, sim, uma grande modelo drag. Essa arte magnífica foi escondida por muito tempo, o público necessita ver e admirar esse trabalho”, observa Anderson Baumgartner, diretor da Way Model.

Cavina não cogita tirar o pé do acelerador: “Esse ofício proporcionou a chance de eu ajudar minha mãe, que não consegue mais trabalhar como empregada doméstica por causa da idade. Quero ganhar o mundo com minha drag.”

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