Conheça mais Richarlison, da trajetória meteórica na Europa ao engajamento político

Herói da vitória do Brasil na vitória sobre a Sérvia, Richarlison cravou seu nome na história da seleção e tornou-se conhecido do público em geral. Se para os fãs do futebol o Pombo já é um velho conhecido, para aqueles que só assistem aos jogos durante a Copa o atacante se apresentou da melhor forma: com dois gols, sendo o segundo um golaço de voleio.

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Richarlison é o único capixaba do elenco da seleção. Cria de Nova Venécia, ele iniciou nas categorias de base do Real Noroeste, um clube local. Mas começou a aparecer mesmo no América-MG, onde concluiu sua formação. Dali, chamou a atenção do Fluminense, que o contratou por R$ 10 milhões, quantia muito questionada pela torcida na época.

Um ano e meio depois, Richarlison já deixava o tricolor carioca para iniciar o sonho europeu. Foi vendido ao Watford, da Inglaterra, pelo qual não demorou a mostrar valor.

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A trajetória de Richarlison no futebol europeu é meteórica. Ficou apenas um ano no Watford, para logo se transferir para o Everton, também da Premier League. Atuou por três temporadas, marcou 53 gols em 153 jogos e virou ídolo da torcida.

A personalidade mostrada nos clubes se repetiu na seleção brasileira. No atual ciclo, iniciado em 2018, ele é o jogador que mais balançou as redes pelas equipe principal: 19 gols, o mesmo número que Neymar. Isso sem contar o time olímpico, pelo qual ele conquistou o ouro em Tóquio-2020.

O sucesso nos clubes e na seleção logo atraiu a atenção de clubes maiores. E no início da atual temporada Richarlison foi comprado pelo Tottenham, um dos gigantes do futebol inglês.

Empatia e engajamento

O atacante não chama a atenção apenas pela performance em campo. Fora das quatro linhas, Richarlison é, com sobras, o jogador mais ativo politicamente. Não declarou voto nas eleições. Mas possui trabalhos para ajudar a população carente de Nova Venécia e ainda doa 10% de seu salário para ajudar uma instituição que atende pacientes com câncer tratados num hospital em Barretos, São Paulo.

Durante o período mais grave da pandemia de Covid, Richarlison ainda se tornou embaixador do programa USP Vida, criado pela universidade paulista e voltado para pessoas físicas e jurídicas que tenham interesse em fazer doações para as pesquisas e ações desenvolvidas por ela em combate à Covid-19.

Para completar, Richarlison ainda é engajado em discussões sociais que têm estado na pauta do debate público. Principalmente o racismo. Em entrevista e postagens nas redes sociais, ele procura se posicionar como antirracista e questiona chacinas e assassinatos que atingem principalmente a população negra e periférica.