Conheça museu carioca que deve abrigar acervo ameaçado da Funarte

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RIO - Fonte de pesquisa para estudiosos de diferentes áreas e tido como o maior acervo teatral da América Latina, o Centro de Documentação (Cedoc) da Fundação Nacional de Artes (Funarte) é mantigo em um prédio que não oferece condições de conservação ao acervo, como admite o próprio diretor da instituição.

Por enquanto, a Funarte ainda não comunica oficialmente para onde serão transferidos os 2 milhões de itens, mas fontes ouvidas pela reportagem informam que o Centro Cultural Museu Casa da Moeda do Brasil, na Praça da República — assim como o Cedoc, no Centro do Rio —, é a principal alternativa considerada pelas autoridades. Segundo as fontes, a notícia ainda não foi confirmada "para não atrapalhar negociações".

Procurada pelo GLOBO para comentar as informações, a administração do Museu Casa da Moeda do Brasil ainda não respondeu à reportagem.

— Você sabe como é o Brasil, né? Tudo a gente vai empurrando com a barriga. E vai empurrando, empurrando... Até o dia em que acontece a confusão, vide o que houve no Museu Nacional, e de repente vai tudo para o beleléu. Chegamos à conclusão de que não dá mais para empurrar esse problema com a barriga — ressalta o diretor executivo da Funarte, Marcelo Nery Costa, acrescentando que a intenção é levar o acervo para um local "mais acessível" ao público.

Prédio histórico

Com cerca de 200 anos de idade, o prédio do Museu Casa da Moeda foi a sede original do Museu Nacional — ou seja, lá esteve o primeiro museu do Brasil. Ele ficou fechado por 30 anos até passar por uma reforma e ser reaberto para o público em março de 2018.

Tombado pelo IPHAN em 2016, o Museu o é uma construção eclética, de traços neoclássicos, com feição palaciana do início do século XX, sem os traços originais da antiga sede do Museu, em estilo “barroco-brasileiro”.

Atualmente, estão em exposição três mostras permanentes da Casa da Moeda: a do acervo histórico da CMB; a exposição “Do Réis ao Real”, que conta a história do dinheiro brasileiro; e a mostra “Nota Real”, que apresenta os elementos de segurança das cédulas da segunda família do Real. Também estão lá a loja de colecionismo numismático do Clube da Medalha a a exposição “Quando nem tudo era gelo” do Museu Nacional.

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