Conheça Negra Jhô, a baiana que molda empoderamento com as mãos

O Nordeste do Brasil é terra de mulheres negras que tecem histórias de revoluções. Seja na Política, na Cultura, nos Esportes, na Ciência, na Acadêmica ou Educação , elas seguem transformando territórios tal qual ancestrais como Aqualtune, grande liderança do Quilombo dos Palmares. São nomes que precisam ser conhecidos e reverenciados por toda a comunidade negra. Valdemira Telma, a Negra Jhô, é uma dessas personagens importantes para a construção de narrativas que valorizem a identidade e história negras.

Nascida no Quilombo da Muribeca, distrito de São Francisco do Conde, município da Bahia, tem seu corpo moldado pelos traços africanos. Ao longo de sua trajetória de 60 anos de vida, Negra Jhô, que perdeu a mãe aos 6, contou com sua ancestralidade para construir uma história que é respeitada por muitos e muitas. O trabalho como artesã capilar garantiu seu sustento e dos dois filhos. Integrante do Bloco Afro & Escola Olodum, ficou conhecida pelos turbantes monumentais que produz.

Do seu salão, no Pelourinho, a “negra dança, negra luz, negra vida”, como se descreve, Negra Jhô fala sobre o presente fazendo reverência ao passado. O racismo na infância, as dificuldades financeiras, o processo de autoconhecimento, as inspirações, a atuação como ativista da cultura e o uso da estética para empoderar o povo negro são pontos abordados na entrevista.