Conheça o chocolate Maré, adoçado com maçã e que tem uma produção sustentável

Lívia Breves
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Existem chocolates e chocolates. Os da Maré são aqueles de verdade, feitos com cacau, sem leite ou açúcar refinado. A marca lançada há três meses pelo casal carioca Roberto Maciel e Maruska Gemelli tem como fundamento pensar no bem-estar de toda a cadeia: do produtor ao consumidor, passando por uma produção artesanal e lenta que acontece em uma pequena fábrica em Bonsucesso, Zona Norte do Rio.

É ali que chegam os grãos cultivados no Sul da Bahia pelo método cabruca (um sistema agroflorestal que preserva a Mata Atlântica), que são selecionados manualmente para seguirem para a torra em baixa temperatura que destaca os aromas do cacau e tira o amargor. Depois, as amêndoas são trituradas em um moinho de granito rosa que mantém a temperatura em 41ºC, preservando as propriedades naturais, como a textura cremosa. Ele fica três horas ali até ir para o moinho de pedras, onde o chocolate é temperado e enformado. Slow food real, cheia de cuidados especiais que estão nos 700 quilos de barras produzidos por mês e que conquistou os cariocas.

“Minha maior satisfação é estar alinhado com conceitos de qualidade de vida e trabalho justo. O cacau promove isso para toda a cadeia. Do meio ambiente à saúde do corpo”, conta Roberto, que criou as receitas dos dez tabletes, como o 65% com sal do Himalaia, o 72% adoçado com maçã e o 81% com açúcar de coco.

Foi em uma viagem às fazendas de cacau que fez em 2014 que Roberto se aproximou dos produtores. Todos os lotes trazidos são analisados pelo CIC (Centro de Inovação do Cacau), órgão que garante a qualidade da matéria-prima e tem o selo IG, de Indicação Geográfica de Cacau do Sul da Bahia. “Nossas embalagens têm um QR Code, indicando a origem e apresentando informações técnicas. Somos a primeira marca de chocolates, fora da região de Ilhéus, a receber esse selo, que garante o comércio justo e o respeito ao meio ambiente.”

Quando comer, além de ser um prazer, é um ato político.