Conheça os quatro brigadistas investigados em Alter do Chão

Johanns Eller

RIO — Apaixonados por natureza, os quatro brigadistas acusados de botar fogo na floresta se encontraram em Alter do Chão, no Oeste do Pará. O grupo formado todo por paulistas foi solto na tarde da última quinta-feira após dois dias presos.

João Victor Pereira Romano, Daniel Gutierrez Govino, Marcelo Aron Cwerner (diretor, vice e tesoureiro da ONG Aquífero Alter do Chão) e Gustavo de Almeida Fernandes (diretor de logística da ONG Saúde e Alegria, que atua há 32 anos na região) foram acusados de dano direto à unidade de conservação e associação criminosa.

Eles foram presos na última segunda-feira. Um dia depois, passaram por uma audiência de custódia e o juiz Alexandre Rizzi confirmou a prisão preventiva do grupo.

Eles são acusados de acusados de atear fogo na floresta para vender imagens do incêndio e conseguir patrocínio. A defesa nega os crimes e aponta inconsistências.

O Ministério Público Federal pediu acesso ao inquérito e informou que há, desde setembro, um inquérito da Polícia Federal com o mesmo tema: “Nenhum elemento apontava para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil”.