Conheça a roda Cyr, círculo de metal que ganha espaço como atividade ao ar livre

Eduardo Vanini
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Foi no começo dos anos 2000 que o acrobata canadense Daniel Cyr inventou a roda, ou melhor, a sua roda. Presidente do Cirque Éloize, com sede em Montreal, ele é o nome por trás do círculo gigante de metal cuja semelhança a um bambolê se restringe apenas à forma. A roda Cyr, que começa a ganhar espaço por aqui entre iniciados ou não na arte circense, oferece mil possibilidades, e o ponto alto é fazer o próprio corpo rodopiar pelo ar. Se você tentar girá-la na cintura, dificilmente irá conseguir: feita em alumínio ou ferro, a estrutura chega a pesar 20 quilos.

Um dos nomes por trás da popularização do equipamento em solo carioca é o acrobata paranaense Juliano Alvarenga. Apaixonado pela técnica, cujas primeiras manobras aprendeu há cerca de seis anos com um profissional do Cirque du Solei, ele enxerga na roda o potencial de se tornar mais uma alternativa para atividades ao ar livre na cidade, como já aconteceu com o slackline e o tecido acrobático. O aparelho, entretanto, requer dedicação. “Para quem nunca fez uma atividade circense, leva de seis meses a um ano até conseguir dar o primeiro giro dentro dele, embora consiga fazer alguns truques antes”, conta Juliano, que já tem 13 alunos, entre aulas coletivas, individuais e on-line. Ele também criou o canal “O Juliano Alvarenga”, no YouTube, onde compartilha tutoriais, e exibe o seu trabalho no Instagram, seguindo os passos de outros artistas, como o britânico Charlie Wheeller, uma referência na rede.

Embora o aparelho pareça um trambolho, Juliano diz a praticidade é um dos atrativos. As estruturas são desmontáveis em cinco ou seis partes e têm até uma bolsa própria para o transporte. O preço vai de R$ 1.500 a R$ 2.200, entre os modelos disponíveis no Brasil.

O acrobata afirma que a roda atende a diferentes anseios. “Para quem dança, por exemplo, que já tem linha corporal muito bonita, ela torna-se mais uma possibilidade de apresentação”, elenca Juliano. “Já para a galera que não é do circo é muito boa para trabalhar alguns músculos. Não é para ‘bombar’, mas para ativar áreas como grande dorsal, tríceps, bíceps, antebraço e perna.”

O acrobata Phelipe Young, de 29 anos, é um dos alunos de Juliano. Ele quer criar um número em que possa usar o equipamento e descobriu outra vantagem no aparelho: “Diferentemente de outras atividades circenses, ela não tem muito impacto (nas articulações).” Para isso, só não pode cair.