Conheça a história da zagueira que vai jogar a Superliga de Vôlei

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Na passagem pelo futebol, Rafaela era a capitã do time. Foto: Divulgação Boavista
Na passagem pelo futebol, Rafaela era a capitã do time. Foto: Divulgação Boavista

Quem é apaixonado por esporte não costuma ter preferência. Basta ter uma disputa, algo que mexa o corpo, para estar ali praticando a modalidade que seja.

É o caso de Rafaela Patallo, 29 anos, que até o fim do ano passado defendia o Boavista, atuando como zagueira, no Campeonato Carioca de futebol. Agora, contratada pelo Curitiba Vôlei, vai atuar na Superliga feminina.

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A jogadora, que entre um contrato e outro ainda foi vice-campeã carioca de beach soccer pelo time de Saquarema, conta que sempre teve os dois esportes como paixões e por isso não vê tanta anormalidade de sair de uma modalidade para a outra.

"Eu sempre gostei de esporte, praticava muito esporte quando criança, e vôlei e futebol eram duas paixões. Mas nunca havia treinado futebol, só jogava assim na rua, quando era menor", conta Rafaela, que tem como profissão ser jogadora de vôlei.

A carreira começou em Barueri, onde jogou em equipes de base. Passou por Fluminense e Araraquara, antes de se aventurar na França, onde chegou em 2017 para defender o Harnésien. Ao fim da temporada passada, optou por volta ao país natal para ficar mais perto da família.

Sem clube para atuar, resolveu manter a forma em uma rede de vôlei de areia no Rio de Janeiro. Foi quando recebeu o convite para manter a forma em um centro de treinamento voltado a jovens que pretendem fazer intercâmbio estudantil nos Estados Unidos.

Aceitou na hora vendo uma oportunidade de praticar outro esporte que sempre foi apaixonada: o futebol.

“Estava treinando só para manter o físico, e o técnico me viu e falou comigo: 'nossa, você joga bem'.", lembra.

Ai veio o convite para defender o Boavista, clube que em 2020 terminou o Cariocão na quinta colocação, só atrás dos grandes clubes do estado.

"Falei: Por que não? Vou realizar um sonho, sempre gostei muito de futebol".

Estreou já entre as titulares e se destacou na zaga do Boavista. Mostrou muito vigor físico e surpreendeu quem acompanhou a partida.

"Antes estava só treinando, não é a mesma coisa. No primeiro jogo, eu senti muita diferença, porque a gente está o tempo ativo, durante dois tempos de 45 minutos. No vôlei tem a ação rápida, para. Ação rápida, para. Depois entrei no ritmo e consegui manter", conta.

No jogo contra o Flamengo, reencontrou uma velha conhecida dos tempos que atuava em Araraquara: a meia Darlene, que também passou pela cidade do interior paulista, só que uma no vôlei, outra no futebol.

"Ela me viu e falou: 'nossa, Rafa, é você?' Mas foi tudo bem. No início, eu senti receio de como as meninas do futebol iam me receber, mas foi muito tranquilo. Ninguém me tratou diferente".

Titular em todos os jogos da competição, Rafaela não viu o time brigar na parte de cima da tabela. O Boavista terminou em 11º, mas ao menos escapou do rebaixamento. Chegou a ser sondada por grandes clubes do Rio de Janeiro, ficou dividida com a ideia, mas preferiu voltar ao vôlei.

Anunciada nesse início de 2022 como reforço do Curitiba, penúltimo colocado da Superliga, Rafaela acredita que não terá problemas para se readaptar ao vôlei.

"Eu acho que o processo de readaptação não vai ser tão demorado. Em pouco tempo, eu vou pegar o tempo de bola, vou calibrando o vôlei. Mas o físico até que está bem. O time está legal, com algumas coisinhas, a gente consegue fazer um bom retorno e sair dessa parte ruim da tabela", analisou.

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