Conheça a solitária rotina de Paulo Cupertino na prisão em SP

Paulo Cupertino está há 24 dias isolado em uma cela no chamado regime de observação no CDP (Centro de Detenção Provisória), em São Paulo. (Foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo)
Paulo Cupertino está há 24 dias isolado em uma cela no chamado regime de observação no CDP (Centro de Detenção Provisória), em São Paulo. (Foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo)

Paulo Matias Cupertino, de 51 anos, está preso há 24 dias isolado no setor de inclusão da Penitenciária 1 de Presidente Venceslau, no oeste de São Paulo, a 608 km da capital paulista.

Ele é acusado de ter matado o ator de "Chiquititas" Rafael Monteiro, de 22 anos, e os pais do rapaz, por ser contra o namoro da filha com o jovem. O crime aconteceu em 9 de junho de 2019, no bairro de Pedreira, zona sul paulistana.

Assim que deu entrada na penitenciária — destinada a presos que estão no castigo ou ameaçados de morte — Cupertino foi levado direto para a inclusão e até agora não sabe o que é um banho de sol. As informações são exclusivas da coluna de Josmar Jozino, publicadas no UOL.

Ele está em regime de observação e não pode sair da cela individual nem receber visitas. Além disso, também não tem acesso a jornal, revista, rádio e televisão. Fica incomunicável a maior parte do tempo.

A cela em que ele fica tem 10 metros quadrados, com uma cama de concreto e um colchão em um dos lados do quarto e no outro canto da cela está instalado o banheiro com vaso sanitário.

As refeições são servidas três vezes por dia em horários pontuais: café às 7h, almoço às 11h e jantar às 16h. Todas as refeições são repassadas por uma pequena abertura na porta de ferro, chamada de "guichê".

Na ala onde está Cupertino, existem cinco celas, mas apenas três estão ocupadas.

Segundo informações do UOL, a escrita é um dos poucos passatempos de Cupertino no cárcere. A conversa com funcionários é proibida. No entanto, em certa ocasião, no horário do almoço, o presidiário pediu papel e caneta vermelha para um agente penitenciário e foi prontamente atendido.

Essa não é a primeira vez que Paulo Cupertino ‘visita’ o sistema prisional. Afinal, ele é matriculado há décadas no sistema prisional. O número é 98.313, um dos mais antigos, já que as matrículas atuais ultrapassam e longe a casa de 1 milhão.

Cupertino nos anos 1990 chegou a ficar preso, processado por furto e roubo.

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