Conheça Luiz Paulo Dominguetti, que revelou suposto esquema de corrupção na compra de vacinas

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - APRIL 09: Vials of AstraZeneca COVID-19 vacine are seen at the vaccination post in the Sambodromo on April 9, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. Health authorities have administered 22.6 million vaccine doses, as the country continues to deal with infections, as total cases climb to 13.3 million. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Dominghetti disse ao Ministério que, como representante da Davati Medical Supply, vendia doses da AstraZeneca (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
  • Luiz Paulo Dominguetti, que se apresentou ao Ministério da Saúde como representante da empresa Davati, é cabo da PM em Minas Gerais

  • Segundo a Davati, Dominguetti não representa a empresa

  • O cabo da PM teria negociado com o Ministério da Saúde pela suposta venda de vacinas e ouviu um pedido de propina

Nesta quinta-feira (1º), a CPI da Covid ouve o depoimento de Luiz Paulo Dominguetti Pereira. O homem se apresenta como representante da Davati Medical Supply, empresa com quem o governo Bolsonaro estaria negociando a compra de 400 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca.

À Folha de S. Paulo, Dominguetti afirmou que, ao negociar com o Ministério da Saúde, ouviu uma proposta para incluir um dólar por dose da vacina, como propina. O negócio teria sido proposto por Roberto Ferreira Dias, responsável pelo setor de logística do Ministério da Saúde.

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Representante da Davati, Dominguetti é cabo da Polícia Militar de Minas Gerais. De acordo com a corporação, ele trabalha no município de Alfenas, no sul do estado.

Uma fonte ouvida pelo G1, que trabalhou com Dominguetti na tentativa de vender vacinas para cidades mineiras, relatou que a entrada no mercado de vacinar é recente. “Eu conheci ele mais ou menos em fevereiro deste ano. Foi na época que o estado do Amazonas estava tendo aquele colapso da covid”, disse o homem, que preferiu não se identificar. Ele relatou, ainda, que nenhum dos contratos que Dominguetti negociava chegou a ser assinado.

Ao todo, há 37 processos na Justiça contra Luiz Paulo Dominguetti Pereira. Um deles é referente à cobrança de um aluguel, com quatro meses que não foram pagos. Ele também deve para uma mulher, em um caso em que o policial é acusado de fazer um financiamento no nome dela e não pagar as parcelas.

Ao G1, a Davati Medical Supply negou que o homem represente a empresa no Brasil. Além disso, a própria empresa esclareceu que não negocia vacinas da AstraZeneca. Já à Folha, a Davati negou o vínculo empregatício de Dominguetti, mas disse que homem trabalha como vendedor autônomo. 

O laboratório AstraZeneca também afirmou que não negocia por meio de empresas privadas. 

Segundo informações do G1, a PM de Minas Gerais instaurou uma investigação preliminar para apurar de a conduta de Luiz Paulo Dominguetti fere o código de ética e disciplina da instituição.

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