Conmebol conta com melhora de crise na Colômbia a um mês da Copa América

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A Conmebol banca a realização da Copa América na Colômbia, mesmo com o país em meio a graves protestos causados pela tentativa do governo de implementar uma reforma tributária e, principalmente, pela repressão violenta das forças policiais contra os manifestantes: de acordo com as autoridades, 42 pessoas morreram nos conflitos até agora.

Existe a expectativa, por parte da entidade e do governo colombiano, que a situação estará mais próxima da normalidade até o dia 14 de junho, quando as seleções de Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador e Peru começarão a disputar os jogos do Grupo B. As partidas do Grupo A acontecerão na Argentina.

Inicialmente, não existe plano B para os jogos da competição marcados para a Colômbia. Devido à pandemia, a Copa América, inicialmente marcada para o 2020, já teve de ser adiada em um ano. Antes mesmo dos protestos, o presidente Iván Duque já vinha sendo questionado internamente a respeito da realização da competição em meio à pandemia.

Nesta sexta-feira, novas manifestações acontecem em várias cidades colombianas. A reforma já abortada, depois das primeiras manifestações, mas outras pautas de cunho social ganharam as ruas, obrigando o governo federal a negociar o fim dos protestos com as lideranças.

Na quinta-feira, a polícia enfrentou o protesto no lado de fora do estádio onde o Atlético-MG e America de Cali se enfrentavam, em Barranquilla, pela Libertadores, com gás lacrimogêneo, que afetou os jogadores no campo e obrigou a partida a ser interrompida mais de uma vez.

Questionados a respeito do episódio, o coordenador da seleção, Juninho Paulista, e o técnico Tite, admitiram a preocupação com a segurança na Colômbia:

– Acompanhamos a situação diariamente. Conversamos com a Conmebol a respeito. Não somos nós que definimos a competição, mas é claro que não queremos que isso aconteça conosco na Copa América. Existe a preocupação – afirmou Juninho.

– Nós nos preocupamos com a integridade física de todos nós, não apenas com a dos jogadores. Estamos acompanhando tudo – acrescentou Tite.

Os jogos da Libertadores estão atraindo os manifestantes, que ao protestarem perto dos estádios, conseguem maior visibilidade. O mesmo que ocorreu na partida do Atlético-MG aconteceu no jogo entre River Plate e Junior Barranquilla, no mesmo estádio.

A Conmebol já tem a experiência de ter de alterar um local de partida devido à instabilidade social da cidade programada para receber o jogo. Em 2019, a decisão da Libertadores, entre Flamengo e River Plate, teve de ser transferida para Lima, capital do Peru, devido aos fortes protestos que tomaram conta de Santiago, onde o jogo estava previsto para acontecer, e outras cidades chilenas.

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