Conmebol trata final única da Libertadores como 'sucesso absoluto'

Igor Siqueira
Elenco do Flamengo levanta o troféu do título da Libertadores

Independentemente de se tratar de um confronto entre Flamengo e River Plate, a Conmebol avalia a primeira edição da final única da Libertadores como um "sucesso absoluto". Em bom espanhol, o presidente Alejandro Domínguez classificou como "bueníssima".

A mudança no formato da decisão foi uma bandeira defendida pela entidade para tentar melhorar o produto, tendo como inspiração a Liga dos Campeões da Europa.

— Nossa avaliação é que foi um sucesso absoluto. O que se viveu no estádio e nos últimos dias em Lima nunca se viu antes — comenta ao GLOBO o diretor de competições de clubes da Conmebol, Fred Nantes.

Os principais indicadores considerados para a análise positiva da Conmebol passam pela lotação no estádio Monumental, com 59 mil torcedores, apesar da mudança recente de sede. A final da Libertadores inicialmente estava marcada para Santiago, no Chile, mas os protestos populares contra o governo obrigaram os dirigentes a buscar uma alternativa: a candidatura do Peru foi a solução.

O impacto midiático da final também chama atenção da Conmebol. Os dados de audiência preliminares são positivos. O horário da partida — 17h de Brasília — facilitou a adesão de mercados como o Europeu, que viu o jogo no horário nobre.

— Estamos acompanhando a percepção de quem foi ao estádio, dos diferentes clientes, começando pelos clubes, imprensa, patrocinadores, convidados — completou Fred Nantes.

A Conmebol pretende divulgar nesta segunda-feira os números consolidados envolvendo a partida. E disso fará parte o valor arrecadado com ingressos, montante considerado "importante" para o caixa da entidade. Com organizadora da final única, a Conmebol concentrou a arrecadação.

Na visão da entidade, contar com times de peso, como River Plate e Flamengo, contribuiu para o sucesso. Mas ele não está diretamente relacionado a essas duas equipes especificamente. A análise dos semifinalistas - Boca e Grêmio foram os eliminados — deixou a entidade tranquila em termos de presença e engajamento do público na decisão.

Em Lima, foi importante o suporte das autoridades peruanas, especialmente do Ministério do Interior e do Ministério do Turismo.

Em 2020, a final única será no Maracanã. O Rio de Janeiro foi escolhido, além de ter um estádio e estrutura para grandes eventos, pelo atrativo turístico, que serve como chamariz para torcedores de qualquer clube.