Consórcio de jornalismo promove ação sobre Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

Criado em 1977, o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa será tema neste ano de uma ação do consórcio de veículos da imprensa profissional formado por O GLOBO, TV Globo, GloboNews, G1, Extra, Valor, Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, UOL, CBN e Rádio Eldorado. A campanha, a ser lançada hoje, data em que se celebra a liberdade de imprensa no Brasil, vai destacar a importância do acesso à informação de qualidade pela sociedade e defender a integridade dos jornalistas profissionais que sofrem, cada vez mais, com ataques e ameaças no exercício da profissão.

Todos os jornais impressos e sites do consórcio publicam hoje um anúncio de página inteira e uma tarja preta no alto de suas capas, com o texto “Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Uma campanha em defesa do jornalismo profissional”. No anúncio, a página está em branco, e um texto localizado na parte de baixo explica: “Apoie o jornalismo para que páginas em branco, como essa, não aconteçam. O jornalismo precisa ser livre. Livre para informar, investigar e mostrar tudo o que acontece para que você forme a sua opinião. Quem defende o jornalismo defende a liberdade e fortalece a democracia”.

Na televisão, o Jornal Nacional, programa jornalístico de maior audiência na TV brasileira, terá uma ação específica em sua edição. A GloboNews exibirá durante o dia a frase ‘Dia Nacional da Liberdade de Imprensa’ escrita no alto da tela, com os apresentadores reforçando a importância da data. A campanha inclui ainda spots nas rádios CBN e Eldorado e ativações nas redes sociais dos veículos que integram o consórcio. A escolha de 7 de junho para marcar a Liberdade de Imprensa no país remonta ao período da ditadura militar.

Em 1977, foi nesta data que um grupo de cerca de três mil jornalistas assinou um manifesto pedindo o fim da censura e a garantia da liberdade de imprensa no Brasil. A carta foi divulgada um ano e meio após a morte do diretor da TV Cultura, Vladimir Herzog, torturado e assassinado por agentes militares. Quase 50 anos depois de seu início, a data ainda simboliza a luta pela democracia, principalmente em um período de constante ataque à liberdade de imprensa. Liberdade essa que permite aos jornalistas investigar e informar sobre o que acontece nas sombras, para que a sociedade, bem informada, exerça o seu direito à cidadania.

O diretor de Redação do GLOBO, Alan Gripp, destaca que a imprensa livre é garantidora da democracia em qualquer país:

— O jornalismo funciona como um porta-voz da sociedade, cobrando, fiscalizando e jogando luz em histórias que alguns gostariam que se mantivessem nas sombras. É para que essa voz não se cale que nós nos juntamos neste 7 de junho — disse.

Humberto Tziolas, diretor de Redação do Extra, acrescenta que a pandemia evidenciou que alguns temas devem ficar acima da disputa entre veículos concorrentes:

— Não por acaso, o Dia da Liberdade de Imprensa surgiu em 1977, em plena ditadura militar, quando um grupo de jornalistas se juntou para pedir o fim da censura. Estamos juntos mais uma vez para evitar que se cometam os mesmos erros do passado.

Como parte desta iniciativa, O GLOBO convidou cinco de seus colunistas para responderem a seguinte pergunta: “A democracia sobrevive sem liberdade de imprensa?”

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos