Conselheiro-chefe no combate à dos EUA pandemia mostra preocupação com Brasil, mas não indica envio de vacinas

Bruno Alfano
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O governo dos Estados Unidos está preocupado com a situação da Covid-19 no Brasil, disseram nesta quarta-feira o coordenador da força-tarefa da Casa Branca no combate à pandemia, Andy Slavitt, e o epidemiologista e conselheiro-chefe desta força-tarefa, Anthony Fauci.

— Vamos conversar com autoridades brasileiras. Estamos bastante preocupados com a difícil situação no Brasil, e nós vamos discutir de que forma podemos ajudar — afirmou.

Na entrevista coletiva, Andy Slavitt afirmou – sem dar mais detalhes – que os EUA mantém conversas diárias com "colegas brasileiros" sobre o tema.

— Nós estamos conversando com nossos colegas brasileiros frequentemente, diariamente, sobre o que está acontecendo por lá. Eu não darei mais detalhes além de que nós estamos profundamente comprometidos com isso — disse Slavitt.

No entanto, ele ponderou que a maior preocupação do governo americano neste momento é cuidar do seu próprio país, uma vez que os EUA – com mais de 540 mil mortos pela Covid-19 – são o que mais registrou mortes no mundo.

No encontro transmitido virtualmente, Anthony Fauci lembrou o investimento americano de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) no consórcio mundial de vacinas Covax Facility, dirigida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

— Voltamos a ter uma posição de liderança global, o que é muito importante. Assim que cuidarmos da nossa difícil situação (...) teremos excedente de vacinas e certamente consideramos torná-las disponíveis a países que necessitarem — afirmou o conselheiro-chefe.

O o Brasil recebeu 1.022.400 de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca fabricado na Coreia do Sul neste mês. O Ministério da Saúde afirmou ainda que mais 1,9 milhão de doses devem chegar até o final de março. O aporte financeiro do Brasil no consórcio foi de R$ 2,5 bilhões.