Conselheiro de Segurança dos EUA visita Kiev e diz que apoio "inabalável" continuará

Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, e o chefe de gabinete da Presidência da Ucrânia, Andriy Yermak, dão um briefing em Kiev

KIEV (Reuters) - O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse durante uma visita a Kiev nesta sexta-feira que o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia permanecerá "firme e inabalável" após as eleições parlamentares da próxima terça-feira.

"Temos total intenção de garantir que os recursos estejam lá conforme necessário e que obteremos votos de ambos os partidos para que isso aconteça", disse Sullivan a repórteres durante um briefing na administração presidencial ucraniana.

Alguns republicanos defendem que a ajuda dos EUA a Kiev seja reduzida caso eles ganhem o controle do Congresso dos EUA na eleição de 8 de novembro. No mês passado, o principal republicano da Câmara, Kevin McCarthy, disse que os norte-americanos não deveriam "passar um cheque em branco" para a Ucrânia.

Mas Sullivan, que se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e seu chefe de gabinete, Andriy Yermak, disse que o presidente norte-americano Joe Biden está comprometido com a cooperação bipartidária "sob qualquer cenário" para manter o fluxo de ajuda econômica, humanitária e de segurança.

"Estou confiante de que... o apoio dos EUA à Ucrânia será firme e inabalável, e não falo isso por falar", disse ele.

Horas depois, o Pentágono anunciou mais 400 milhões de dólares em ajuda militar para Kiev.

O apoio militar e financeiro dos EUA e de outros países ocidentais tem sido vital para a Ucrânia, se defende de uma invasão russa em larga escala lançada em 24 de fevereiro.

A visita de Sullivan ocorreu um dia depois que o senador democrata Chris Coons e seu colega republicano Rob Portman viajaram para a capital ucraniana em uma tentativa de sinalizar o apoio bipartidário dos EUA.

Yermak disse que a reunião de sexta-feira com Sullivan foi "muito importante" e que os parceiros da Ucrânia "compreendem totalmente nossa situação".

(Reportagem de Dan Peleschuk)