Conselheiros anunciados por pré-candidatos à Presidência não apresentam soluções para problemas reais como desemprego ou renda, dizem especialistas

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SÃO PAULO — Mais antecipada do que de costume, a corrida eleitoral começa a entrar no terreno da economia, tema que ganhou prioridade diante de cenário de crise. Alguns pré-candidatos já anunciaram seus conselheiros para a área e apresentaram algumas propostas. Por enquanto, porém, segundo especialistas, só se ouvem discursos focados na macroeconomia, sem soluções para os problemas reais, que afetam o eleitor de forma mais direta, como desemprego, renda, baixa produtividade ou infraestrutura.

— O problema que vejo nas ideias econômicas que começam a ser veiculadas (pelos pré-candidatos) é que falta um plano de desenvolvimento de Estado, que ataque desemprego, melhoria da infraestrutura, recuperação da indústria, logística, qualificação de mão de obra — avalia Walter Franco, professor de História Econômica e Economia Política do Ibmec.

Para o professor, é preciso olhar para a chamada microeconomia e ter metas que ultrapassem governos para resolver esses problemas. Franco diz que, independentemente de quem ganhe, é impensável que a próxima equipe econômica abandone máximas como boa gestão das contas, com redução do déficit público e obediência ao teto de gastos, além de manter a inflação dentro da meta e ter um bom colchão de reservas internacionais. E são justamente essas ideias que vêm circulando nos discursos dos conselheiros dos presidenciáveis.

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