Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de vereador que invadiu igreja em Curitiba

SÃO PAULO — O Conselho de Ética da Câmara municipal de Curitiba aprovou nesta terça-feira, um parecer pela cassação do vereador Renato Freitas (PT), após um episódio de invasão de uma igreja católica durante uma manifestação contra a morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, no Rio, espancado até a morte aos 24 anos.

O parecer será encaminhado para votação em plenário dos 38 vereadores da Casa. Nos bastidores, a avaliação é de que Freitas terá dificuldade de escapar da perda de mandato. A sessão terminou com cinco votos pela cassação, um pela suspensão por seis meses e outro pelo arquivamento.

Agora, a defesa de Freitas tem cinco dias úteis para recorrer da decisão, que será avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois disso, a Casa tem o prazo de três sessões para marcar o julgamento do vereador.

O protesto pela morte do congolês na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no centro histórico de Curitiba, foi liderado pelo vereador do PT. Na ocasião, Freitas entrou no templo e bradou palavras de ordem por Justiça.

O caso provocou comoção nacional e o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para acenar a seus apoiadores religiosos. Na época, Bolsonaro pediu uma investigação dos responsáveis pelo ato.

A Arquidiocese de Curitiba registrou Boletim de Ocorrência contra Freitas e, segundo a Polícia Civil, o caso permanece sendo investigando.

Por outro lado, na esquerda o episódio foi lido como um tiro no pé, já que os vídeos do vereador petista invadindo a igreja viralizaram e passaram a ser utilizados para atacar o ex-presidente Lula, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Em sua defesa, Freitas tem dito que não invadiu o templo católico, que é um marco da cultura negra na capital paranaense por ter sido erguido por escravos no século 18. Ele afirma que apenas entrou no templo, de forma pacífica, quando a missa já estava perto do fim.

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