Conselho de Administração da Petrobras se reúne hoje para decidir sobre nomeação de Paes de Andrade para a presidência

O Conselho de Administração da Petrobras se reúne na manhã desta segunda-feira para deliberar sobre a nomeação de Caio Paes de Andrade como novo presidente, no lugar de José Mauro Coelho, demitido pelo governo em meio a pressões para frear os reajustes no preço dos combustíveis.

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Se aprovado, ele será o quarto presidente da Petrobras desde o início do ano passado, após Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e Coelho.

Diante de rumores de mudança na política de preços da Petrobras — que faz reajustes em paridade com o preço no mercado internacional —, o Comitê de Pessoas da estatal solicitou uma entrevista com Paes de Andrade para que ele pudesse dar informações sobre notícias divulgadas pela imprensa relacionadas à essa política e também a possíveis “mudanças na governança da Petrobras”. Ele, porém, optou por não comparecer.

Paes de Andrade respondeu a algumas dúvidas levantadas pela Petrobras por escrito. E negou ter “qualquer orientação específica ou geral do acionista controlador ou qualquer outro no sentido de alteração da política de preços”.

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Na última sexta-feira, Paes de Andrade teve seu nome aprovado pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg), que é ligado ao Comitê de Pessoas e analisa os indicados para o Conselho da Petrobras. A decisão, porém, não foi unânime. Francisco Petros, presidente do Celeg e membro do Conselho de Administração da companhia, avaliou que ele não tem as “aptidões necessárias para o exercício do cargo”.

Em paralelo, a área de conformidade da estatal atribui “risco médio” ao executivo e houve ressalvas a seu currículo.

O indicado de Bolsonaro só pode assumir o comando da Petrobras com o aval do Conselho de Administração.

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Petroleiros associados a duas grandes federações da categoria, FNP e FUP, farão um protesto em frente à sede da Petrobras, no Centro do Rio, no horário da reunião do Conselho, prevista paras 10h.

O ato será em repúdio à nomeação de Paes de Andrade para o comando da estatal, que não teria a experiência exigida pelo cargo, argumenta a categoria. A manifestação é também contra a proposta de privatização da Petrobras.

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