Cuba defende que é um país seguro e saudável em resposta ao Canadá

Havana, 18 abr (EFE).- Cuba defendeu nesta quarta-feira que é um país "seguro, estável e saudável" em resposta à decisão do Canadá de retirar todos os parentes de seus diplomatas na ilha em consequência de misteriosas lesões sofridas por pelo menos dez canadenses que residiam em Havana.

"O Governo cubano respeita a decisão adotada pelo governo do Canadá, mas a considera carente de justificativa", indicou o Ministério de Relações Exteriores (Minrex) da ilha em comunicado divulgado em seu site.

Em 16 de abril, as autoridades canadenses anunciaram que, dada a "incerteza" sobre a origem das lesões, será trocada a designação de sua embaixada em Cuba a um "posto não acompanhado", o que significa que as famílias não poderão estar com os diplomatas.

Perante essa decisão, o Minrex ratifica "com toda responsabilidade, que Cuba é um país seguro, estável e saudável para seus habitantes e para os quase cinco milhões de estrangeiros que o visitam cada ano, entre eles mais de um milhão de canadenses, e onde a proteção do pessoal diplomático de todos os países está garantida".

A Chancelaria assegura que está realizando uma investigação "rigorosa feita por um grupo de especialistas de alta qualificação" e "não encontrou nenhuma evidência que explique os padecimentos reportados por diplomatas do Canadá".

Também não foram encontrados indícios "de ataques ou incidentes de tipo algum em território cubano, ou que os sintomas reportados estejam associados a ações acústicas ou de outro caráter".

Cuba, assegura a Chancelaria, "continuará trabalhando construtivamente com o governo do Canadá, como até agora, em estrita comunicação pela via diplomática"

Além disso, o Governo da ilha reitera o convite para que especialistas médicos de Cuba e do Canadá falem sobre a informação disponível e com base no mais rigoroso respeito à privacidade pessoal das pessoas afetadas.

As misteriosas lesões alvo desta controvérsia primeiro foram descobertas em diplomatas americanos e seus parentes no começo de 2017. No total, 24 diplomatas americanos foram afetados pelo o que a princípio foi qualificado como um "ataque sônico".

Ao contrário do Canadá, que manteve os mesmos níveis de pessoal diplomático em Cuba antes e depois da aparição dos sintomas, Washington reduziu o pessoal de sua embaixada em Havana em consequência dos incidentes. EFE