Conselho de Direitos Humanos da ONU concorda em monitorar violações no Sudão

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Alta comissãria da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, em Genebra

Por Emma Farge

GENEBRA (Reuters) - O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou nesta sexta-feira uma resolução de iniciativa britânica sobre o Sudão repudiando o golpe militar naquele país e indicando um especialista para monitorar supostas violações de direitos humanos subsequentes.

A resolução acertada em uma sessão de emergência em Genebra significa que um especialista será indicado para monitorar a situação no país e preparar um relatório por escrito até meados de 2022. Vários membros, incluindo China e Rússia, romperam o consenso, mas não chegaram a pedir uma votação.

"Nesta tarde, ficamos ombro a ombro com o povo corajoso do Sudão, que protesta aos milhões nas ruas de seu país em defesa da democracia e de seus direitos fundamentais", disse o embaixador britânico na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Simon Manley, ao conselho.

Na mesma sessão, a Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, pediu aos líderes militares do Sudão que recuem e parem de usar força letal, que ela disse já ter tirado a vida de ao menos 13 civis.

"Peço aos líderes militares do Sudão, e aos seus apoiadores, que recuem para permitir que o país volte ao rumo do progresso em direção a reformas institucionais e legais", disse.

Bachelet disse que a libertação de políticos, jornalistas e manifestantes é "essencial para uma diálogo inclusivo e uma volta rápida do controle civil" em comentários amplamente ecoados pelos 47 membros do conselho.

A ONU busca o fim da crise política na esteira do golpe através de conversas entre o primeiro-ministro sudanês, Abdalla Hamdok, que está em prisão domiciliar, e líderes do golpe.

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