Coronavírus: Conselho Federal de Medicina libera consulta, orientação e monitoramento à distância

Bruno Góes
A decisão é temporária e vale apenas "enquanto durar a batalha de combate ao contágio da Covid-19"

O Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou nesta quinta-feira (19) o uso da telemedicina para combater o novo coronavírus no Brasil. Em documento assinado pelo presidente da entidade, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, o CFM autoriza médicos a realizarem orientação, consultas e monitoramento à distância.

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A decisão é temporária e vale apenas "enquanto durar a batalha de combate ao contágio da Covid-19".

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O presidente do conselho permite a teleorientação, "para que profissionais da medicina realizem à distância a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento". Também autoriza o telemonitoramento, "ato realizado sob supervisão médica para monitoramento ou vigência à distância de parâmetros de saúde e/ou doença". E, por fim,  libera a teleconsulta, "exclusivamente para troca de informações e opiniões entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico".

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A decisão é justificada pela "explosão da pandemia" no Brasil e a necessidade de se proteger a saúde de médicos e pacientes. Além disso, ao fundamentar o ato, o CFM cita a decretação da pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o estado de calamidade pública aprovado pela Câmara dos Deputados. 

Na quarta-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o Brasil deveria começar a se preparar para a telemedicina. Em coletiva de imprensa, o ministro disse que o governo já trabalha com um modelo de atendimento para lançar em breve.

“Vamos utilizar de toda a potencialidade da telemedicina, ela não será somente de médico a médico, será aberta de maneira geral (para) as pessoas poderem fazer consultas tendo do outro lado profissional de saúde capacitado para poder fazer o manejo clinico”, declarou o ministro.