Conselho de Segurança da ONU se reúne por videoconferência com inconvenientes

Por Philippe RATER
Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu pela primeira vez em sua história por videoconferência nesta terça-feira devido à crise do coronavírus, mas diplomatas disseram que a reunião não ocorreu sem dificuldades técnicas.

A reunião, uma conversa informal sobre a situação na República Democrática do Congo, deveria servir como teste, disse um diplomata, e, portanto, não estava em nenhuma agenda oficial.

Todos os embaixadores e delegados participantes se conectaram de suas casas e a imprensa não teve acesso.

"É melhor trabalhar em condições mínimas do que não trabalhar", disse um diplomata à AFP na condição de anonimato, lamentando que o Conselho, presidido pela China este mês, não esteja mais ativo desde sua última reunião na sede da ONU em 12 de março.

A teleconferência durou mais de quatro horas e, após a sessão dedicada à República Democrática do Congo, foram realizadas discussões sobre como o Conselho pode continuar trabalhando.

O diálogo foi interrompido várias vezes pelas quedas nas conexões à internet.

Embora o Conselho de Segurança ouça frequentemente funcionários do campo ou outras testemunhas por videoconferência, seus 15 Estados-membros nunca se encontraram dessa maneira, disse um especialista em história da ONU.

A reunião foi realizada em inglês, pois as dificuldades técnicas impossibilitavam a tradução simultânea para os outros idiomas oficiais do órgão mundial.

A Rússia, um membro do conselho com direito de veto, até agora se recusa a considerar a ideia do voto virtual e exige que o conselho se reúna presencialmente caso seja necessária uma votação.