Conselho de Segurança pede que se aborde violência em áreas afetadas por conflitos na Colômbia

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Imagem fornecida pela Presidência da Colômbia mostra o presidente Ivan Duque (esq.) discursando ao lado secretário-geral da ONU, António Guterres (3º à dir.) durante as commemorações do 5º aniversário do Acordo de Paz entre governo e Farc (AFP/-)

O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta quarta-feira (24) às autoridades da Colômbia que "abordem a violência que está sendo registrada nas áreas afetadas pelo conflito" armado e reforce a segurança.

A violência afeta, sobretudo, os ex-guerrilheiros que depuseram as armas há cinco anos, após a assinatura dos Acordos de Paz, e aos líderes comunitários, principalmente de comunidades indígenas e afrodescendentes.

A instância máxima de decisão da ONU para a manutenção da paz e da segurança no mundo destacou, em comunicado, sua "preocupação" pelas "incessantes ameaças, ataques e assassinatos" contra ex-guerrilheiros que depuseram as armas na Colômbia após os acordos, assim como líderes comunitários. Desde 2016, cerca de 300 guerrilheiros foram assassinados na Colômbia.

Além disso, os membros do Conselho de Segurança insistiram que é preciso "realizar reformas rurais profundas" e "potencializar a presença" do Estado, assim como melhorar a educação e as oportunidades de emprego, inclusive para os ex-combatentes, nessas regiões.

A Colômbia comemorou nesta quarta-feira o quinto aniversário da assinatura do Acordo de Paz que tornou possível o desarmamento da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com um encontro entre protagonistas e críticos, na presença do secretário-geral da ONU, António Guterres.

No ato, que foi celebrado na sede da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), o tribunal de transição que julga os piores crimes do conflito, o ex-comandante das extintas Farc, Rodrigo Londoño, voltou a pedir perdão e renovou o compromisso da grande maioria dos 13 mil homens e mulheres que se mantêm fiéis aos Acordos de Paz.

Cinco décadas de conflito deixaram 9 milhões de vítimas, entre mortos, mutilados, sequestrados e desaparecidos.

Nesse sentido, os membros do Conselho de Segurança, que atualmente é presidido pelo México, reiteraram o seu apoio "total e unânime" ao processo de paz e sua disposição para seguir acompanhando os colombianos em seu caminho para a paz.

Segundo o órgão das Nações Unidas, o processo da Colômbia é um "exemplo para o mundo de que é possível resolver os conflitos armados através do diálogo".

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