Conselho de Segurança segue negociando e não votará hoje sobre a Síria

Nações Unidas, 6 abr (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU não votará nesta quinta-feira uma resolução sobre o ataque químico na Síria, com os Estados-membros ainda divididos e tentando negociar um compromisso.

"O Conselho de Segurança já não votará sobre a Síria esta tarde", disse no Twitter o diplomata britânico Stephen Hickey, assegurando que as negociações entre os membros continuam.

Os 15 países do Conselho seguem por enquanto sem colocar-se de acordo sobre um texto e têm até três minutas sobre a mesa.

O primeiro foi posto em circulação por Estados Unidos, França e Reino Unido na última hora da terça-feira e rejeitado quase imediatamente pela Rússia.

Moscou propôs depois seu próprio projeto de resolução, que para as potências ocidentais está muito longe de ser suficiente.

"Nem sequer condena o ataque", disse hoje aos jornalistas o embaixador britânico, Matthew Rycroft.

Perante o bloqueio, Washington, Paris e Londres tinham mostrado sua disposição de forçar uma votação hoje, que previsivelmente teria terminado com um veto russo.

Na última hora, no entanto, os dez membros não-permanentes do Conselho propuseram um texto de compromisso para tentar levar adiante uma resolução.

A minuta é muito similar à proposta pelas potências ocidentais, mas elimina um parágrafo no qual se exigia das autoridades sírias que ajudassem com certas informações concretas - como históricos de voos de sua aviação - para facilitar a investigação internacional do incidente.

Nessa resolução se mantêm, em todo caso, os pedidos a Damasco para que coopere plenamente e facilite o acesso aos analistas da ONU e da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) que se encarregariam da investigação.

As discussões nas Nações Unidas se desenvolveram hoje enquanto de Washington chegavam informações que asseguravam que a Casa Branca está estudando uma possível ação militar em resposta ao ataque químico de terça-feira, pelo qual o Ocidente responsabiliza o regime de Bashar al Assad. EFE