Conservadores britânicos designam finalistas para substituir Boris Johnson

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Os deputados conservadores britânicos designam nesta quarta-feira (20) os dois candidatos finalistas à sucessão do primeiro-ministro Boris Johnson, entre os quais, nas próximas semanas, os filiados do Partido Conservador escolherão seu novo líder e chefe de governo.

Após quatro rodadas, três candidatos permaneceram na terça-feira (19): o ex-ministro das Finanças Rishi Sunak, com 118 votos; a ex-ministra da Defesa Penny Mordaunt, com 92; e a atual ministra das Relações Exteriores, Liz Truss, com 86.

A votação final acontece esta tarde. Será após a última aparição de Johnson na Câmara dos Comuns para responder às perguntas semanais ao primeiro-ministro antes do recesso de verão do Parlamento. Em seu retorno das férias, já haverá um novo chefe de governo.

Os dois finalistas serão anunciados às 15h GMT (12h de Brasília).

Apesar de não ter largado como favorito, Sunak, um britânico com avós indianos, consolidou rapidamente seu apoio, e sua passagem para a batalha final está praticamente garantida.

Após a dramática renúncia de Johnson em 7 de julho como líder do Partido Conservador, a longa corrida interna para substituí-lo começou na semana passada.

Inicialmente, os 358 deputados conservadores votaram em sucessivas rodadas de eliminação.

Os cerca de 200.000 filiados do partido escolherão então entre os dois finalistas por meio de uma votação por correspondência realizada durante o mês de agosto. O vencedor será anunciado no dia 5 de setembro.

Dados os candidatos restantes, o Reino Unido caminha para ter seu primeiro premiê de origem asiática, ou a terceira primeira-ministra da história do país.

Os finalistas farão campanha entre os eleitores e, apesar de seu forte apoio entre os deputados, Sunak não tem certeza da vitória.

De fato, as últimas pesquisas realizadas entre os membros do partido apontam que ele pode perder por uma ampla margem. No último fim de semana, foram realizados dois debates televisivos entre os cinco candidatos restantes: Truss, como representante da ala mais direitista; e Sunak, defensor da ortodoxia orçamentária, após a pandemia, se atacarem com muita força.

A chanceler acusou o ex-ministro das Finanças de ter arrastado o país para uma "recessão" ao aumentar impostos e encargos sociais, em um contexto de inflação descontrolada, que em junho atingiu um recorde histórico de 9,4%.

Sunak a censurou, entre outras coisas, por ter votado contra o Brexit.

As eleições internas são comuns em uma formação política acostumada a se livrar de seus líderes quando eles não têm mais apelo eleitoral.

Nesse cenário tenso, Mordaunt, a surpresa desta campanha, uma reservista da Marinha que foi brevemente primeira-ministra da Defesa em maio e agora é secretária de Estado do Comércio Exterior, pode surgir como a candidata da unidade.

Sua equipe de campanha garante que encarna a "mudança", ao contrário dos outros dois candidatos da "continuidade".

Nos últimos dias, porém, mostrou-se pouco convincente nos debates e foi duramente acusada de incompetência.

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