Conservadores britânicos expulsam parlamentar por comparar vacinas contra a Covid-19 ao Holocausto

LONDRES (Reuters) - O Partido Conservador do primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, expulsou um parlamentar de seu bloco nesta quarta-feira por ele comparar as vacinas contra a Covid-19 ao Holocausto.

"Andrew Bridgen passou dos limites, causando grande ofensa no processo", disse Simon Hart, chefe de disciplina partidária, aos conservadores. "A desinformação sobre a vacina causa danos e custa vidas."

Bridgen, um crítico de longa data das vacinas contra a Covid-19, tuitou nesta quarta-feira um link para um artigo sobre os efeitos colaterais das vacinas, com o comentário: “Como um consultor cardiologista me disse, esse é o maior crime contra a humanidade desde o Holocausto”.

Falando no Parlamento, Sunak disse mais tarde a parlamentares: "É totalmente inaceitável fazer ligações e usar linguagem deste tipo, e eu estou determinado com a erradicação do flagelo do antissemitismo. Isso não tem absolutamente nenhum lugar em nossa sociedade."

Questionado sobre a acusação de antissemitismo, Bridgen depois se desculpou.

"Em relação ao meu tuíte desta manhã, o uso do Holocausto como referência foi insensível, pelo que peço desculpas. Excluí o tuíte ofensivo", disse ele.

"No entanto, isso não pode ser usado para desviar a atenção de preocupações válidas relacionadas à vacina. O artigo que tuitei apresenta o trabalho de um pesquisador judeu israelense."

Bridgen está atualmente suspenso da câmara baixa do Parlamento por cinco dias, após a descoberta de que ele havia violado regras sobre lobby remunerado e sobre declarações de interesses financeiros.

(Reportagem de Elizabeth Piper e Farouq Suleiman)