Conspiração por trás da invasão do Capitólio 'não acabou', diz presidente da comissão que investiga ataque: 'Democracia continua em perigo'

Antes da primeira de uma série de audiências que busca mostrar que o ex-presidente Donald Trump teve um papel central na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, o presidente da comissão da Câmara dos Deputados que investiga o episódio alertou nesta quinta-feira que a conspiração não acabou e que "a democracia continua em perigo".

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— A conspiração para frustrar o desejo do povo não acabou. Há aqueles neste país que têm sede de poder, mas não amam ou respeitam o que faz grande os EUA — afirmou o democrata Bennie Thompson.

A audiência desta quinta é a primeira de seis em que a comissão da Câmara, composta por dois republicanos e sete democratas, apresenta os resultados de quase quase um ano de investigação sobre a invasão. As sessões buscarão mostrar, com evidências, que o ex-presidente Trump estava no centro de um “esforço coordenado e de várias etapas para anular os resultados das eleições de 2020”, resultando em um ataque mortal ao Capitólio dos EUA em uma tentativa de apoiadores do republicano de impedir a certificação da vitória do presidente Joe Biden.

Apesar de ser um importante registro histórico do ocorrido, com uma ampla e profunda investigação — baseada em mais de mil entrevistas e 125 mil documentos —, legalmente o poder da comissão é limitado. O grupo pode recomendar a abertura de investigações criminais, mas a decisão final cabe ao Departamento de Justiça.

O grande objetivo da comissão é narrar de forma coesa — e para o maior número de americanos — o que aconteceu em 6 de janeiro de 2021. Por isso, as sessões serão transmitidas nas principais emissoras de TV do país, com exceção da conservadora Fox News.

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As audiências irão durar entre 90 minutos e 2h30, com deputado democrata Bennie Thompson, do Mississippi, e sua vice, Liz Cheney, de Wyoming, abrindo a desta quinta. Durante os dias, imagens da invasão devem ser exibidas em conjunto com a argumentação oral, imagens de testemunhas podem vir a ser usadas e devem ser realizados depoimentos ao vivo.

Os democratas almejam mostrar à população o quão perto a democracia americana esteve de se esfacelar, além de visar as eleições parlamentares de novembro, nas quais o partido do presidente Joe Biden teme perder a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. A sigla também busca convencer eleitores independentes e republicanos moderados a rechaçar os envolvidos nos planos antidemocráticos e responsabilizá-los nas urnas.

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